quarta-feira, 6 de julho de 2011

Entrevista Escritores: Roberto Laaf

Nome: Roberto Laaf
Cidade/Estado:
Rio de Janeiro/RJ
Um livro:
Terra dos Homens (Antoine de Saint-Exupéry)
Um autor:
Carlos Ruiz Zafón
Uma música: Lullabye (Concrete Blonde)

Uma banda:
Concrete Blonde
Um filme:
Amor além da vida (What Dreams May Come)
Um ator:
Morgan Freeman
Uma atriz:
Patrícia Pilar
Defeito:
Excesso de autocrítica
Qualidade:
Diria que é a paciência

Uma frase:
“A maior de todas as pobrezas é a falta de amor” Madre Teresa de Calcutá



Mini Biografia: Roberto Laaf é romancista carioca, autor das obras Virgo – A era dos homens (2003) e da saga Horizontes (2010-11). Responsável pelo núcleo editorial do selo Alcantis, pelo qual vem publicando suas obras, vem trabalhando no incentivo à literatura ao abrir espaço para novos autores; é também fundador do grupo Ponto do Autor e organizador da primeira edição do prêmio literário Codex de Ouro.

LIVROS ESCRITOS:


Publicados:
Virgo – A era dos homens
Horizontes – Revelações
Horizontes – Vocação

Prontos para publicar:
Demetrius – Um coração grego
Horizontes – Processo Seletivo
Sussurros da Alma
Virgo – O crepúsculo dos elfos
Virgo – Sobreviventes do apocalipse

Em fase de conclusão:
Um vampiro só meu

Um Pouco mais Sobre "Roberto Laaf"

Antes de passar às respostas, quero agradecer pelo convite para compartilhar um pouco sobre mim e o meu trabalho literário aqui no Anime Daiki. Obrigado, Angel!
Angel: Eu fico sem palavras quanto a gentileza e a atenção referidas a mim e ao blog, e quem tem que agradecer aqui sou eu pelo carinho! O Blog Anime Daiki e eu estamos mais do que felizes de poder compartilhar com o publico sua entrevista seus livro e principalmente ter você como parceiro, Obrigada de coração mesmo!

1. Quando e como você resolveu que queria se tornar escritor? Você teve o apoio de alguém em especial?
Roberto Laaf: Já faz bastante tempo... Na verdade a decisão de levar uma vida de escritor ocorreu algum tempo depois de eu ter elaborado meu “primeiro” livro; uma obrigação escolar que acabou semeando, e deixando latente em mim, o desejo de ser escritor.

Eu sempre tive o apoio de minha querida e já falecida avó em meus projetos, ela incentivava minhas iniciativas com muito entusiasmo. Mas, quando decidi mergulhar mais profundamente no mundo literário, as pessoas ao meu redor não acreditavam muito no que eu pretendia fazer.

2. Como surgiu a ideia de escrever um livro?

 Roberto Laaf: O meu primeiro projeto literário, digamos, oficial, surgiu meio que “sem querer”. Eu trabalhava na criação de um jogo de R.P.G. para o qual, além de todas as regras e sistema de pontuação, criei como pano de fundo um mundo fantástico que coexistisse com o nosso: Virgo. No entanto, à medida que a história acerca de Virgo crescia, aumentava o meu desejo de abandonar o projeto jogo e dedicar meu tempo exclusivamente ao romance. E, foi assim, por meio de um desvio de planejamento, e com a ajuda daquela semente comentada na pergunta anterior, já plantada em mim desde a infância, que decidi abraçar de vez a proposta de escrever.

3. Como foi o processo de pesquisa para a criação do livro?Ao começar a escrever, você se inspira em alguma obra, filme ou pessoa?

Roberto Laaf: Foi um processo longo e extenuante, porque na época em que decidi escrever o primeiro livro, o acesso à internet era bastante restrito, e muita coisa precisou ser pesquisada por meio de visitas às bibliotecas e também a partir das leituras que fazia em obras literárias que conseguia emprestado.

Hoje em dia as pesquisas são muito mais fáceis por conta das ferramentas de busca disponíveis na internet, nem por isso, entretanto, mais eficazes... É preciso ter paciência e muita atenção a fim de encontrar validação para as informações coletadas, em várias fontes, para não correr o risco de usar informações incorretas.

Inspiro-me bastante nos relacionamentos humanos para a criação dos meus romances, e, sim, dependendo do tema escolhido para a construção de uma nova obra, busco nas histórias que já vi ou vivenciei, algumas características que possam ser trabalhadas e contextualizadas em minhas propostas.


4. Sabemos que no Brasil é um pouco complicado lançar um livro. Como foi esse processo pra você? Quais etapas seguiu? O que você sentiu ao ver seu livro impresso?
Roberto Laaf: Sabe, Angel, eu discordo um pouco sobre essa questão de que no Brasil é complicado lançar um livro. Atualmente, entendo que as facilidades para se publicar e lançar um livro são inúmeras, e variam de acordo com o gosto e interesse de cada escritor.

É preciso desmistificar essa questão da dificuldade. O que é difícil, na verdade, é ser publicado por uma editora convencional de grande porte; não há nenhuma dúvida quanto a isto, e elas mesmas, grandes editoras, por vezes deixam escapar excelentes obras literárias por não haver condições humanas ou operacionais para avaliar criteriosamente tudo que lhes é apresentado.

Mas, encontrando as pessoas certas, e, principalmente, desapegando do sonho de glamour e da fama internacional, ou mesmo nacional, publicar um livro é bem simples.

Segui etapas tortuosas, dei muitas cabeçadas, e admito ter sofrido com o SLP (Síndrome do Lançamento Precoce), aquele que fazemos de tudo somente para ter uma noite de autógrafos sem se preocupar com seus desdobramentos, sem ter qualquer planejamento, enfim, passei muita dificuldade até desapegar do deslumbramento e navegar de forma consciente por águas mais tranquilas.

Sobre o primeiro livro impresso, respondo na próxima pergunta...


5. Se você conseguiu ter seu livro publicado. Como foi ver o primeiro exemplar impresso, saber que ele iria chegar ao público?

 Roberto Laaf: Quando meu primeiro livro (Virgo – A era dos homens) foi publicado, por um lado tive uma sensação muito gratificante de trabalho concluído, mas, por outro, sofri com o tanto que deixou de ser explorado em termos de divulgação, por conta da minha falta de conhecimento do mercado e de tantas outras coisas relacionadas a marketing que deveriam ter sido feitas e não fiz. Mas, de uma maneira geral, foi um momento maravilhoso; o lançamento foi um sucesso. Aprendi muita coisa desde então, mas aquela experiência com a primeira publicação foi um importante marco em minha carreira literária.

6. Você acredita que os brasileiros estão se interessando mais por nossos novos autores, ou que ainda existe certo preconceito literário por parte do leitor?

 Roberto Laaf: Neste ponto também sou contrário à maioria. Eu sinceramente não faço uma leitura negativa do comportamento do público leitor; não vejo desta forma, de que os brasileiros têm algum tipo de preconceito com relação à literatura nacional, ou que atualmente estejam se interessando mais pelos novos autores. Acredito que todo leitor, seja brasileiro ou não, sempre estará interessado em autores que lhe proporcione a boa leitura, e o que vemos agora é uma evolução natural da literatura brasileira, em que muitos autores estão ousando mais, publicando pelos novos canais disponíveis e fazendo chegar suas obras às mãos do público.

7. Para você, qual a importância da literatura e do hábito de ler?

Roberto Laaf: Principalmente pelo aspecto do conhecimento. A literatura é uma inesgotável fonte de informações que pode ser sorvida de forma singular, pois permite a cada leitor vivenciar uma experiência única dentro dos limites de sua própria imaginação; o hábito de ler, seja com o objetivo de entreter-se ou de buscar conhecimentos específicos, contribui de muitas formas para o crescimento pessoal.

8. Conte pra gente um pouquinho dos seus planos futuros na área literária.

 Roberto Laaf: Bom, Angel, meus planos são muitos, estão separados em diferentes áreas de atuação e vão além dos meus livros. Tenho, por exemplo, trabalhado bastante o selo editorial Alcantis (www.alcantis.com.br), que é a minha “menina dos olhos” para publicar livros de autores estreantes. Iniciamos um concurso de contos para publicar, ainda no final deste ano, nossa primeira coletânea romântica, só com autores estreantes.

Também fundei o grupo Ponto do Autor, que este ano está promovendo a primeira edição do prêmio literário Codex de Ouro, um prêmio que visa a dar forma ao reconhecimento do público leitor. Algo ousado, que não tem igual em nosso país, e que pretende movimentar bastante o meio literário.

Também criei, com o apoio de minha assessora literária e seu marido, o selo de vendas Silociano (www.silociano.com.br), para atender principalmente a autores amigos na venda de seus livros, tirando de seus ombros o peso deste trabalho operacional cobrando de forma mais justa e acessível, sobretudo para aqueles que têm um custo mais elevado ao produzir por demanda.


9. Você está trabalhando em algum novo projeto no momento? Se sim, conte um pouquinho sobre ele.

 Roberto Laaf: Vou restringir esta resposta aos meus livros. Sim, estou trabalhando em alguns projetos literários desde o ano passado, na criação dos livros “Confissões de um sedutor apaixonado”, “Arcolades – O princípio do fim”, “Gotas escassas” e no “Um vampiro só meu”, sendo que, este último, está em fase de conclusão, e, por isto, falarei um pouco sobre ele.

“Um vampiro só meu” surgiu meio que como um desafio, porque na época em que resolvi escrevê-lo, sucedeu que uma fã especial conseguiu me convencer a escrever um romance com vampiros. Abri uma exceção, confesso, e aceitei o desafio, pausando outros projetos que eu até já havia iniciado.

A primeira coisa que fiz em UVSM foi sair da mesmice de ambientar a história em um universo escolar, inserindo logo no primeiro capítulo a festa de formatura da protagonista. A partir de então, o romance segue com a fixação de Lívia (protagonista) em sua busca por vampiro para que possa vivenciar um romance apaixonado como o que vira no famoso sucesso de bilheterias proporcionado pela obra da Stephenie Meyer.

Lívia é insistente, praticamente fanática, e faz tudo o que pode e o que não pode para encontrar o seu vampiro. Passa por uma série de problemas com a família, no trabalho, e também no relacionamento com os amigos por conta de sua busca insana.

A única pessoa que “apoia” sua loucura, buscando informações nas mais variadas fontes e ajudando de todas as formas possíveis, tudo para estar perto de Lívia, é Will, um auxiliar de atendimento que trabalha na biblioteca municipal e que é apaixonado pela amiga.

É uma fase de transição para Lívia, afinal, são os seus primeiros passos da vida adulta sem a força necessária para abandonar, não apenas a adolescência, mas também o sonho louco pelo qual lutou e ansiou em seus últimos três anos de vida.

Na história há intrigas, inveja, amor, desavenças e humilhações; sofrimento, perseverança, crueldade, e, claro... Vampiros!

O desafio em si foi criar algo que agradasse aos fãs de um bom romance apaixonado, cheio de ansiedades e arrebatamentos, mas que não fizesse com que os fãs das lendas vampirescas olhassem-no com cara de nojo; enfim, equilibrar as doses de sensibilidade e terror, numa receita que traz o meu toque pessoal de paixão sobrenatural.

Se a minha receita deu certo, bem... Saberemos no final do ano.



CONTATOS DO AUTOR

E-mail: roberto.laaf@gmail.com
Twitter: @robertolaaf
Website: www.robertolaaf.com.br

Blogue principal:
http://robertolaaf.blogspot.com


P.S: Quem tiver curiosidade e quizer saber mais sobr eo Livro Horizontes-Revelações é só passar e ver a RESENHA que fiz do livro de Roberto Laaf!

5 comentários:

  1. Obrigada por me convidar para conhecer e participar da promo pelo skoob.
    Adorei a entrevista. é sempre bom conhecer novos autores brasileiros.
    Linny do skoob.
    Bjos.

    http://www.booksedesenhos.blogspot.com

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  2. Adorei a entrevista, muito boa parabéns amiga pelo blog!

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  3. Uma boa entrevista gostei! Concordo com os comentáristas! Beijos :g

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  4. Éder: Que bom que gostou meu coração!

    Alinne: Obrigada linda, boa sorte nas promos! Já estou seguindo seu blog também! Beijos

    Matheus e Anelise: Obrigadinha cores >..<

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