quarta-feira, 20 de julho de 2011

Entrevista Escritores: Tiago Toy

Nome: Tiago Toy
Cidade/Estado: Nasci em Jaboticabal, interior de São Paulo, mas moro na capital desde janeiro de 2009.

Um livro:
Saco de Ossos (Stephen King)
Um autor:
Dan Brown

Uma música: Untitled I (Sigur Rós)

Uma banda:
Sou fã incondicional de Britney Spears.

Um filme:
Madrugada dos Mortos (Zack Snyder - 2004)
Um ator:
Gale Harold
Uma atriz:
Angelina Jolie

Defeito:
Ser anti-social.
Qualidade:
Coragem.

Uma frase:
"Quando se perde a inocência, desista de encontrá-la novamente."



Mini Biografia: Sempre gostei de fazer coisas relacionadas à arte. Desenho desde que me conheço por gente, atuei por sete anos, fiz figuração na Globo, fui modelo por dois anos, cantei por alguns meses, quando participei do programa POPSTARS, até que decidi que escrever é bem mais minha praia.

LIVROS ESCRITOS: Terra Morta
OBS: a capa do livro está sendo desenvolvida pelo meu editor, Erick Santos, e logo será divulgada no blog do livro e da editora Draco.



Um Pouco mais Sobre "Tiago Toy"

1. Quando e como você resolveu que queria se tornar escritor? Você teve o apoio de alguém em especial?
 
Tiago Toy: Na verdade sempre gostei de escrever. Lembro que minhas professoras de português me adoravam, junto com as de artes. No 1º colegial escrevi um conto sobre três garotas que passavam um fim de semana em uma vila em meio ao nevoeiro. Acho que elas acabaram ali devido a uma viagem pelos estudos, não me recordo bem. Boatos de um vampiro na vila rolavam há um bom tempo, e uma a uma foram seduzidas pelo misterioso ser das trevas. No final, a única sobrevivente vence o vampiro, mas acaba se tornando vampira também. Não sei se foi a história ou a técnica de escrita, mas depois disso passei a ser visto com outros olhos pelos professores. Diziam que eu viraria escritor.
O maior apoio que tive foi da minha mãe e minha vó, que me compraram um notebook para que eu pudesse entregar meu primeiro livro no prazo estabelecido.


2. Como surgiu a ideia de escrever um livro?
 
Tiago Toy: Em meados de 2008 eu estava passando por uma fase bem ruim em minha vida. Problemas pessoais, ponto! Queria desestressar, fugir de alguma maneira. Escrever sobre um rapaz chamado Tiago, explicitamente baseado em mim, que estava preso em sua cidade nada fictícia tomada por "zumbis" foi um modo de esquecer os problemas. Sempre gostei do tema, então uni o útil ao agradável. Isso me ajudou bastante a superar. Passei a divulgar o blog em comunidades de filmes de zumbi no Orkut, de livros de terror, novos escritores, em todo e qualquer lugar onde o conto teria mais chances de ser aceito. Os leitores foram surgindo tão rápido e a história se espalhou de uma maneira que eu não esperava. Então resolvi levar o conto adiante, deixando o termo conto pra trás e desenvolvendo uma grande trama. E deu certo!

3. Como foi o processo de pesquisa para a criação do livro? Ao começar a escrever, você se inspira em alguma obra, filme ou pessoa?
 
Tiago Toy: Como eu disse, sempre fui fã de qualquer coisa relacionada a zumbis. Meu primeiro contato com um desmorto foi em "A Noite dos Mortos-Vivos", do mestre George Romero. Não faço idéia de quantos anos tinha na época, mas era bem novo. Não precisei pesquisar para dar início ao Terra Morta. O problema foi quando os leitores começaram a aparecer e enviar as críticas. "Como aquilo aconteceu? É possível?" "As balas não acabam nunca. É munição infinita?" "Por que fulano virou zumbi, e ciclano não?" Mensagens desse tipo. Deixei de ver a história como um hobby e passei a tratá-la como algo sério. Afinal, não era mais escrita somente pra mim. Aos poucos fui "tapando" os buracos que haviam ficado pra trás e tomando mais cuidado com o que escrevia, mas sem deixar a diversão de lado. Escrever, afinal, é uma diversão!
Evitei ao máximo conhecer outras obras do gênero a fim de evitar "homenagens" (diga-se plágio!). Não assistia filmes de zumbis, nem lia nada relacionado. Pelo contrário; gosto de criar minhas próprias regras, características, sem aquilo de "Atire na cabeça, seu único ponto vulnerável!"
A inspiração algumas vezes demora a vir. Posso passar dias sem escrever uma sílaba. Mas nos últimos dias ando bem provido de vontade de escrever, obrigado. No meu caso não há uma fórmula exata para trazer a inspiração. Ela apenas vem, na maioria das vezes quando já estou deitado, pronto para dormir.
O que me ajuda mesmo não são livros, nem música ou filmes. Gosto de estudar sobre a arte de escrever. Isso sim inspira.


4. Sabemos que no Brasil é um pouco complicado lançar um livro. Como foi esse processo pra você? Quais etapas seguiu? O que você sentiu ao ver seu livro impresso?
 
Tiago Toy: Todo o tempo que escrevi Terra Morta fazia por hobby. Claro que, no fundo, sonhamos em ver a história publicada, mas decidi levar na boa. Gostava era de ver os comentários dos leitores após a postagem de um novo capítulo, e a ânsia com que me cobravam o próximo. Isso estimulava bastante a levar o projeto em frente. Um belo dia uma editora entrou em contato dizendo que gostaria de me publicar, porém eu teria que investir. Poucas trocas de email foram o suficiente para eu não cair em uma bela roubada. Depois disso meio que desencanei de lançar um livro. Continuei brincando de escrever. Na comunidade do Orkut um dos leitores mais antigos deu a idéia de criar um Twitter pro Terra Morta. Eu não gostava muito desse tal de Twitter, mas decidi criar um; afinal, o que eu perderia? Não demorou muito e o Erick Santos, da Editora Draco, entrou em contato me convidando pra lançar o livro. Foi muito por acaso!
A Draco é uma editora de verdade. Ela quer investir em você, e não arrancar o pouco dinheiro que você tem. Senti confiança no Erick logo de cara e assinei o contrato. Nessa época eu já estava em São Paulo há 1 ano, e não estava estabilizado ainda. Morava em uma pensão que cheirava a mofo. Os residentes eram velhos esquecidos pela família e os proprietários, um casal de idosos japoneses. Eu não tinha dinheiro nem pra comer direito, e não podia comprar um computador ou ir todos os dias à Lan House. Foi aí que minha mãe e minha vó uniram forças e me deram um notebook de presente, especialmente para que pudesse escrever. Foi muito legal! Senti apoio e vi que elas acreditavam em mim. Daí em diante passava todas minhas horas vagas escrevendo.


5. Se você conseguiu ter seu livro publicado. Como foi ver o primeiro exemplar impresso, saber que ele iria chegar ao público?
 
Tiago Toy: Ele será lançado no próximo Halloween.

6. Você acredita que os brasileiros estão se interessando mais por nossos novos autores, ou que
ainda existe certo preconceito literário por parte do leitor? 
Tiago Toy: Percebi que, há um ano atrás, as pessoas em geral passaram a gostar mais de ler. Livros como "Harry Potter", "Crepúsculo", "A Cabana", "O Código Da Vinci" foram ótimos incentivos. A maioria estava curiosa pra descobrir o motivo de tanto sucesso, então compravam os livros e os devoravam. Uma vez que você leia um livro com gosto, é como droga. Você quer mais! É um vício. Daí foi surgirem novos títulos (a maioria de novos autores) e a febre havia tomado conta. Eu nunca me liguei em autor, sendo novo ou famoso; sempre escolhi o livro pela sinopse. Não julgo livros pela capa, mas sim pela descrição. Espero que façam o mesmo com meus livros, rs.

7. Para você, qual a importância da literatura e do hábito de ler?
 
Tiago Toy: Os livros me ajudaram muito a não enlouquecer de tédio em meu primeiro ano aqui na capital. Vim sem planejar nada direito, apenas com a cara e a coragem. O primeiro emprego não era aquelas coisas, mas me ajudou a me manter na cidade dos meus sonhos. Conseguia pagar o quarto da pensão e uma quantidade limitada de comida. Não sobrava dinheiro pra lazer, baladas. Então resolvi comprar alguns livros, pegar emprestado de amigos. Passava horas intermináveis lendo. Pra vocês terem uma idéia, meu Natal de 2009 foi deitado no quarto do tamanho de uma cama, comendo lasagna de microondas e tomando iogurte, enquanto lia "Amanhecer". Foi legal.

9. Conte pra gente um pouquinho dos seus planos futuros na área literária.
 
Tiago Toy: Agora que estou sentindo o gostinho de saber como é a vida de um escritor, conclui que é exatamente isso que eu quero. Sempre tive dificuldade em decidir o que fazer da vida. Sou do tipo que quer fazer muitas coisas, e acaba não fazendo nada. Agora eu sei. Não quero ter um chefe enchendo o saco, precisar usar terno, esperar o ordenado no fim do mês cheio de descontos. Quero poder dormir pela manhã toda, escrever a partir das três ou quatro da tarde em diante, que é quando acordo de verdade, e continuar até de madrugada. Quero levar às prateleiras das livrarias minha idéias mais loucas, e divertir as pessoas com elas. Quero incentivar outros novos escritores a aventurarem-se nessa área maravilhosa que é a ficção. Sendo comercial ou não, escrever!

10. Você está trabalhando em algum novo projeto no momento? Se sim, conte um pouquinho sobre ele.
 
Tiago Toy: Estou trabalhando na revisão do 2º livro de Terra Morta e estudando sobre o Chile para poder inclui-lo no 3º.
Acabei de entregar à Draco um conto para uma coletânea, a convite do Eric Novello.
Estou avaliando também contos que os leitores de Terra Morta estão enviando. São contos baseados no cenário do livro. Alguns serão selecionados para estar em uma coletânea com o nome provisório de "Terra Morta - Relatos de Sobreviventes".
Estou desenvolvendo também um roteiro para um amigo diretor. Um longa de suspense/terror. Ainda estamos discutindo sobre, não posso declarar nada com certeza.
E após o Terra Morta pretendo me dedicar a outra saga, por enquanto entitulada como "Elemental". Bem diferente do tema zumbis.



3 comentários:

  1. Gostei da entrevista e o livro que ele vai lançar me parece bem interessante! Vai ter resenha dele aqui no blog angel?

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  2. bem legal a entrevista gostei bastante :g

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  3. Só o Matheus e a Anelise comentaram na entrevista =S Cade os comentários corações??

    Obrigada aos dois pelo comentário, quero muito ler o livro me pareceu bem interessente e eu adorei a sinopse ^^

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