quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Entrevista Escritores: Evandro Raiz Ribeiro

Nome: Evandro Raiz Ribeiro
Cidade/Estado:
Recife, Pernambuco

Um livro: Dom Casmurro
Um autor:
Edgar Alan Poe

Uma música:
Don’t let the sun go down on me (Versão Original)
Uma banda:
Pink Floyd

Um filme:
Let the right one in
Um ator:
Matheus Nachtergaele
Uma atriz:
Lina Leandersson

Defeito:
Falar muito
Qualidade:
Não deixar para amanhã o que posso fazer agora.




Mini Biografia: Nasceu em 1962 em Recife, passou a infância entre Pernambuco, Paraíba e Alagoas e a adolescência em Santo André no ABC paulista, cidade que considera como sua segunda terra natal onde tem uma segunda família e muitos amigos.
As pessoas que lá encontrou, trataram um garoto nordestino e desconhecido com o devido respeito que o ser humano necessita, dando-lhe a confiança necessária para desbravar o futuro e o mundo.
Hoje em dia é web designer e mora no Japão desde 1992. Não Deixe o Sol Brilhar em Mim é a sua primeira aventura literária.

LIVROS ESCRITOS:

Não Deixe o Sol Brilhar em Mim



Um Pouco mais Sobre "VOCÊ"


1. Quando e como você resolveu que queria se tornar escritor? Você teve o apoio de alguém em especial?Evandro Raiz Ribeiro: Eu não me recordo de nada especificamente ligado a querer ser um escritor, na verdade nunca pensei nisso, achei que estava além de mim. Claro que pór gostar de ler sempre quis escrever alguma coisa, mas era sem nenhum compromisso. Apoio, não posso dizer que tive, pois na verdade ninguém nunca soube dessa minha nova faceta, nem mesmo eu.

2. Como surgiu a ideia de escrever um livro?
Evandro Raiz Ribeiro: Como falei anteriormente, por gostar de ler sempre quis escrever alguma coisa, mas nada assim seriamente. Esse livro que escrevi aconteceu assim, de repente, num impulso.

3. Como foi o processo de pesquisa para a criação do livro?Ao começar a escrever, você se inspira em alguma obra, filme ou pessoa?
Evandro Raiz Ribeiro: Pesquisa fiz pouca, não queria perder muito tempo pesquisando sobre algo que não tivesse conhecimento, por isso escrevi mais sobre coisas que sei. Mesmo assim, de vez em quando precisei verificar um ou outro dado que enseri na história. No caso do Livro Não Deixe o Sol Brilhar em Mim, A inspiração veio depois de assistir ao filme “Let the right One in” (no Brasil conhecido como “Deixa ela entrar”) do Diretor sueco Tomas Alfredson baseado na obra Homônima de John Ajvide Lindqvist. Não que eu tenha copiado o filme, de forma alguma. Mas achei o filme uma obra prima e a maneira que o escritor Jonh A Lindquvist, abordou o tema sobre vampirismo eu achei sensacional. O vampiro dele, que é uma criança, não tem nada de glamoroso, mas é um vampiro, precisa matar pessoas e sofre por isso. Eu me apaixonei por isso, era esse o vampiro que sempre esperei ver nas histórias. Então na minha história meu vampiro também é uma menina pré-adolescente, sem glamour, vivendo numa solidão sem fim. Mas então a história é igual? Não de forma alguma, esses dias lendo um comentário em um blog sobre o meu livro, a pessoa falava: Let me in brasileiro? Eu apenas usei o mesmo tema, mas minha história é completamente diferente. Escrevi sobre reminiscências de minha infância, coisas que aconteceram comigo ou que vi acontecer a minha volta. Outro ponto é que eu achei demais a história de John A. Linqvist, mas aquela é a história dele, e na minha eu quis percorrer outros caminhos. Dando um exemplo sem fazer spoilers, em “ Let the right one in “ existe um pseudo romance entre as personagens principais, mas algo fica entalado na garganta, é bem claro para quem quiser ver, que tudo não passa de um jogo de interesses. ( Quem quiser saber mais detalhes (com spoilers brabos) é só ler minha resenha : http://evaneoslivros.blogspot.com/2011/04/resenha-do-filme-e-do-livro-let-right.html
Na minha história eu quis que houvesse um sentimento sincero, mas sem romances melosos. E apesar do tema usado ser o mesmo do filme ( Numa prova de redação, apesar do tema proposto ser o mesmo, dificilmente vai se encontrar dois textos iguais) minha história é completamente diferente; personagens, cenários, diálogos, trama, desenrolar dos fatos, tudo original e sem precedentes. Quem assitir ao filme ou ler o livro (em inglês) Let the right one in e ler meu livro , vai poder conferir isso.


4. Sabemos que no Brasil é um pouco complicado lançar um livro. Como foi esse processo pra você? Quais etapas seguiu? O que você sentiu ao ver seu livro impresso?

Evandro Raiz Ribeiro: O mercado para publicação de livros no Brasil é muito estreito. Qualquer novo autor nacional que espere ter seu trabalho publicado, vai ficar esperando talvez a vida toda. Isso não significa que o trabalho dele seja bom ou ruim, pois para chegar a tal avaliação é preciso que o trabalho tenha sido lido por alguém, e esse é o grande problema. Talvez ninguém leia o original com a devida atenção que o trabalho mereça, infelizmente as coisas são assim. Então, não se pode ficar parado esperando, tem que se correr atrás. Paulo Coelho, o recordista de vendas de livros no Brasil e provavelmente no mundo, não teve o seu primeiro trabalho disputado por editoras como provavelmente deve ter agora. O processo e etapas são praticamente simples, você tem um trabalho pronto, procure por editoras que publiquem o tipo de contéudo em que sua obra se inclui, por exemplo não se pode enviar uma história de ficção para uma editora que só trabalhe com livros técnicos. E depois é não desistir, se puder invistir no seu livro, invista em revisão, capa etc... A Dracaena tem uma proposta de trabalho muito interessante, essa editora ainda vai surpreender. Ver o livro impresso dá uma sensação de “ ah , eu consegui, escrevi um livro, agora sou um escritor”, rsrsrs!

5. Se você conseguiu ter seu livro publicado. Como foi ver o primeiro exemplar impresso, saber que ele iria chegar ao público?
Evandro Raiz Ribeiro: Ver o livro impresso dá uma sensação como a que descrevi acima, principalmente no meu caso, que não morando no Brasil, mandei imprimir o livro de forma independente no Brasil e o enviei para várias pessoas que tiveram meu livro nas mãos, puderam folhear, ler, bem antes de mim que só recebi um exemplar uns dois meses depois. A espera foi terrível.rsrsrs!

6. Você acredita que os brasileiros estão se interessando mais por nossos novos autores, ou que ainda existe certo preconceito literário por parte do leitor?
Evandro Raiz Ribeiro: Olha, pude sentir que alguma coisa mudou, foi muito gratificante saber da quantidade de blogs literários que existe hoje em dia, e todos sendo dirigidos por jovens de várias idades e sendo acompanhados por jovens. Preconceito para com novos autores nacionais, creio que exista, porque ainda é mais lucrativo vender um autor estrangeiro conceituado. Entretanto, estão surgindo muitos novos autores no cenário nacional, todos com ótimos tabalhos e creio que com o passar do tempo esse quadro vai mudar.

7. Para você, qual a importância da literatura e do hábito de ler?

Evandro Raiz Ribeiro: Literatura se confunde com a própria história da humanidade e é o veículo que representa essa história distribuida em seus vários gêneros. Cultivar o hábito de ler é estar em conexão constante com história do mundo, é estar conectado com a linguagem que representa o que somos enquanto ser que raciocina.

8. Conte pra gente um pouquinho dos seus planos futuros na área literária.
Evandro Raiz Ribeiro: Não são exatamente planos, apenas desejos. Que as pessoas gostem de Não Deixe o Sol Brilhar em Mim,
que se torne um best-seller, que vire um filme e que eu consiga me dedicar a escrever outros projetos.

9. Você está trabalhando em algum novo projeto no momento? Se sim, conte um pouquinho sobre ele.

Evandro Raiz Ribeiro: Ainda não estou trabalhando em nenhum outro projeto, pois ainda tenho que terminar a revisão desse atual que junto com sua divulgação estão me tomando bastante tempo. Assim que as coisas se normalizarem vou começar a pensar num próximo trabalho. Ainda não tenho muita certeza do que pretendo fazer, são apenas algumas ideias que estão rondando minha cabeça. Mas fora alguns artigos no blog, gostaria de escrever sobre minha experiência de aprende ra falar uma lingua diferente, no caso o japonês. 

 CONTATOS DO AUTOR

Um comentário:

  1. Gostei da entrevista deste autor, linda capa do livro dele! Beijos :g

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