quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Entrevista Escritores: Marcos Monjardim

Nome: Marcos Monjardim
Cidade/Estado:
Natal / RN

Um livro:
A dama do falcão – O livro que fez com que me apaixonasse pela leitura.
Um autor:
Marion Zimmer Bradley.

Uma música:
You´ve Got a Friend
Uma banda:
Biquini Cavadão

Um filme:
My Life
Um ator:
Will Smith
Uma atriz:
Meryl Streep
 
Defeito: Cabeça Dura
Qualidade:
Determinação

Uma frase:
“Tome cuidado com o que desejas, pode acabar acontecendo...”


Mini Biografia: Sou casado e nasci em Brasilia. Em 89 me mudei para Natal, cidade em que resido desde então. Já foram 22 anos, o que me tornaram mais natalense do que brasiliense. Sou formado em psicologia pela UFRN. Por volta de 1995, eu comecei a escrever uns textos sem compromisso, apenas como diversão. Meu primeiro livro começou a ser escrito em 2007, mas ficou esquecido no computador até 2009, quando resolvi voltar a escrever. Em março 2010 terminei de escrevê-lo e comecei a jornada a procura de uma editora. Em outubro de 2010 assinei contrato com a Editora Multifoco. Em maio de 2011 lancei Peregrino, meu primeiro romance.



LIVROS ESCRITOS: “Peregrino”. Como dito antes, seu lançamento ocorreu em maio deste ano. No momento, estou terminando de escrever meu segundo livro: “O presente das águas”. Mas, desde abril que não pego nele.


Um Pouco mais Sobre "Marcos Monjardim"

1. Quando e como você resolveu que queria se tornar escritor? Você teve o apoio de alguém em especial?

Marcos Monjardim:
Eu comecei a escrever sem compromisso, apenas pelo prazer de escrever. Gosto muito de ler, e, resolvi testar como seria não ser escravo da imaginação de outro. Queria saber como seria sonhar minha própria história. Queria escrever apenas um capítulo. E um capitulo levou a outro e outro. Levei tempo até ter coragem de dizer a mim mesmo, que não era pretensão de minha parte, e que eu estava escrevendo um livro. Minha família embarcou comigo neste sonho.

2. Como surgiu a ideia de escrever um livro?

Marcos Monjardim: Não foi bem a idéia de escrever um livro e sim de criar uma história. Eu estudei muito para concurso durante dois anos mais ou menos. Após finalmente conseguir minha aprovação, fiquei sentindo que faltava algo. Estava muito acostumado à rotina de estudos. Foi quando surgiu a idéia de escrever sobre o cerco a uma aldeia. E personagens foram escritos... e eles tomaram conta da história.

Roubaram-na de mim...


3. Como foi o processo de pesquisa para a criação do livro?Ao começar a escrever, você se inspira em alguma obra, filme ou pessoa?

Marcos Monjardim: Não houve um processo de pesquisa propriamente dito. O legal de você criar um mundo próprio, é você poder formar culturas, conceitos religiosos, definir toda a geopolítica, sem ter que ficar preso ao contexto histórico em que vivemos. Mas, eu sempre pesquisava na internet se eu não estava criando nada absurdo. Por exemplo, há um momento do livro, que um personagem resolve defumar a carne de um animal que havia caçado e assim poder preservá-la por mais tempo. Para não dizer nenhum absurdo, resolvi pesquisar alguma coisa na internet. Mas, por mais que procuremos nos cercar de precações, sempre deixamos escapar uma gafe. Um leitor escreveu para mim sobre um erro que cometi no livro e que pretendo corrigir na próxima edição. Durante um ataque de um lobo a um cavalo, eu disse que o lobo havia cravado suas garras sobre o cavalo. Mas, segundo fui informado, lobos não tem garras, quem as tem são os felinos. Um tigre, um leão, uma pantera poderiam cravar suas garras, um lobo não.

Diversas obras acabaram servindo de inspiração. As vezes, a gente acaba incorporando o estilo de um autor, ou de vários... Há momentos que uma determinada passagem de um livro serve de inspiração para conseguirmos sair de uma situação que a história acabou nos colocando. O que posso dizer é que já me inspirei em pessoa, em obra, em filme e em anime.

4. Sabemos que no Brasil é um pouco complicado lançar um livro. Como foi esse processo pra você? Quais etapas seguiu? O que você sentiu ao ver seu livro impresso? 

Marcos Monjardim: É bastante complicado lançar um livro. Li muito a respeito desse tema quando estava escrevendo meu livro, mas não quis queimar etapas. Enquanto escrevia me preocupava apenas em escrever. Depois fui me preocupar em registrar o livro (para garantir os direitos autorais) na biblioteca nacional. O próximo passo foi procurar as editoras. Enquanto esperava, para lidar com a ansiedade, comecei a escrever o segundo livro. Durante o processo de procura das editoras, resolvi fazer meu blog para divulgar o meu trabalho. Depois de assinar o contrato, passei a me preocupar em como seria o lançamento e a divulgação. É impressionante o alcance que a internet tem.

Existe um autor que eu gosto muito e que sou “fã de carterinha” é o Raphael Draccon, autor da trilogia “Dragões de Éter” e do recém lançado “Espíritos de Gelo” (recém lançado em Portugal). Ele escreve para o blog Sedentário & Hiperativo e suas palavras sempre nortearam minha jornada. Em diversas postagens, ele falou sobre o mercado editorial e sobre as dificuldades em se lançar um livro. A procura pela Editora Multifoco se deu por ele ter comentado em seu blog, que essa editora dava oportunidade para novos autores. Eu já havia recebido a famosa carta de recusa e estava desanimado. Assim foi uma grande satisfação quando aceitaram publicar meu livro. Sou muito grato pelo Raphael Draccon por estar sempre aberto aos fãs e, principalmente, sua disposição em orientar aqueles que estão iniciando sua jornada na selva editorial.


5. Se você conseguiu ter seu livro publicado. Como foi ver o primeiro exemplar impresso, saber que ele iria chegar ao público? 

Marcos Monjardim: Foi tanto estresse para fazer o lançamento por conta de problemas que vão surgindo e os prazos se extinguindo, que não consegui ter essa emoção ao ver o livro impresso pela editora. Mas, quando imprimi o primeiro exemplar e o encadernei para enviar para biblioteca nacional, aí sim senti a emoção. Olhar para aquelas páginas, sentir o peso e ver que seu sonho se tornou concreto... é emocionante. Outra emoção grande foi durante o lançamento. Ver a fila de pessoas prestigiando seu trabalho é indescritível.

6. Você acredita que os brasileiros estão se interessando mais por nossos novos autores, ou que ainda existe certo preconceito literário por parte do leitor?

Marcos Monjardim: Eu acho que autores como André Vianco, Raphael Draccon, Thalita Rebolças, Eduardo Sphor e outros escritores brasileiros indiscutivelmente talentosos, têm conseguido quebrar este estigma que se construiu. Eduardo Spohr conseguiu ficar na lista dos 10 mais vendidos da veja por semanas, brigando lado a lado com os grandes Best Sellers internacionais. Há muitos autores de talento por aí, o difícil é conseguir mostrar o seu trabalho. A internet tem sido uma ferramenta muito importante para que os novos autores possam mostrar seu trabalho, mesmo que as grandes editoras ainda façam vista grossa para eles.

7. Para você, qual a importância da literatura e do hábito de ler?

Marcos Monjardim: Ler é abrir uma porta para um mundo muito próprio. É diferente de ver um filme no qual você fica preso à interpretação que o diretor tem daquela obra. Já a experiência de ler um livro é única. E poderia dizer que é ÚNICA mesmo. Pois ninguém tem a mesma experiência. A forma como alguém imagina determinada cena ou personagem é muito singular, é muito própria. Poderia dizer, inclusive, que a mesma pessoa poder ter experiências diferentes ao ler a mesma obra, pois o processo imaginativo está diretamente ligado à vivência da pessoa. Eu diria que ler é sonhar... não há limites para a imaginação.

8.Conte para gente um pouquinho dos seus planos futuros na área literária. 

Marcos Monjardim: Escrever é uma experiência maravilhosa. Mais do que isso, ter contato com as pessoas e elas compartilharem suas próprias experiências ao se depararem com os personagens e com a história que você criou, é indescritível. Eu começo a trilhar por esse caminho e, confesso, é fascinante. Eu estou terminando meu segundo livro e já tenho idéias para o terceiro. Além disso, tenho vontade de continuar a história de Peregrino.

A jornada é longa... espero que frutífera.


9. Você está trabalhando em algum novo projeto no momento? Se sim, conte um pouquinho sobre ele.

Marcos Monjardim: Esse novo projeto chama-se, por enquanto, “O Presente das Águas”. Enquanto que “Peregrino” é um romance mais épico, esse é ambientado no mundo atual, mas nesse, há magia envolvida. E, para mim, os personagens são muito mais complexos. Ele fala de um rapaz que acorda em uma praia sem se lembrar de nada e, ao poucos, vai descobrindo quem ele é, e que os Elementais da Água, chamados no livro de Aquadines, presenteram-no com o “dom elemental”. Ele passa não só a ter poderes, mas percebe-se envolvido em uma guerra invisível e de grandes proporções, que põe em risco não só a sua vida e de toda humanidade, mas também a sua “existência”.

 
Contato Do Autor:

4 comentários:

  1. Parabéns por mais uam entrevista. Gostei muito.
    Sucesso ao Autor e ao seu blog.
    Beijos :g

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  2. Pelo que eu vejo muitos autores começam por começar, e não, desde pequeno "vou ser escritor". É sempre bom quando tem alguém que nos inspiram..Realmente deve ser angustiante essa espera de uma resposta por parte das editoras.

    Sucesso a Marcos!

    Parabéns pela entrevista querida!
    Beijos ^^

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  3. Oi Angel!
    Adorei a entrevista, é sempre muito bacana conhecer um pouco mais sobre os autores!

    Beijos, Kamila
    http://vicio-de-leitura.blogspot.com

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  4. Anelise: Que bom que gostou :)

    Effy: Adorei seu comentário minha linda! E Obrigada!

    Kamila: Que bom que gostou querida, tenho muitas entrevistas com nossos queridos autores para divulgar ainda.

    Queridos Obrigada pelos comentários. Desculpe a demora em responde los, pois estava ocupada estudando e tive que fazer uma viajensinha para fazer o Enem. Mas Aqui estou eu novamente!

    Venham sempre visitar e comentar pois pra mim é muito bom saber sua opinião!

    Beijos
    Angel :h

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