quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Entrevista Escritores: Rodolpho P. Wraider

Nome: Rodolpho P. Wraider
Cidade/Estado:
Macatuba/SP

Um livro:
O Caso dos Dez Negrinhos (Agatha Christie)
Um autor: Dan Brown (me desculpem os autores brasileiros rs)


Uma música:
Firework (Katy Perry)
Uma banda:
Não tenho

Um filme:
Não pode ser 3? Senhor dos Anéis, Harry Potter e Atividade Paranormal. rs
Um ator:
Nenhum em especial
Uma atriz:
Fernanda Torres

Defeito: As vezes penso muito negativamente.

Qualidade:
Fazer os outros rirem e ser organizado.

Uma frase:
"Se um dia disserem que o seu trabalho não é o de um profissional, lembre: A Arca de Noé foi construída por amadores; profissionais construíram o Titanic."


Mini Biografia: Rodolpho P. Wraider, nascido no interior do Estado de São Paulo, na pequena Macatuba City, e morador desde 1988. Formado em Técnico em Publicidade, trabalha atualmente como auxiliar de escritório e agora, claro, autor.


LIVROS ESCRITOS: Tenho publicado o conto Sétimo Dia, na antologia Dias Contados – Contos Sobre o Fim do Mundo , da Andross Editora e também a mais nova obra “LEIA-ME, quando começado... deve ser terminado”, pela Editora Baraúna.


Um Pouco mais Sobre "Rodolpho"

1. Quando e como você resolveu que queria se tornar escritor? Você teve o apoio de alguém em especial?
Rodolpho P.Wraider: Essa é fácil (rs)... no exato momento que elaborei uma curta história de policial (creio que num comício, onde quase todos foram mortos), numa aula de produção de texto. Gostei tanto de ter viajado na maionese para criar as outras histórias no andar das aulas que deslanchei a minha criatividade em folhas de almaço, e claro, perdendo bons conteúdos, enquanto ia com as minhas letras de forma completando um parágrafo e esquecendo quase que por completo o próximo, pela lerdeza em escrever, até conseguir passar para o meu próprio computador.
Sim... tive o apoio de uma prima muito querida, que sempre buscou paciência para me aturar, quando mandava brasa em descrever e contar um pouco das minhas idéias. E mais tarde do meu grupo de amigos da escola.

2. Como surgiu a ideia de escrever um livro?

Rodolpho P.Wraider: Juntamente quando comecei com as produções literárias e a minha paixão pelos livros... tudo na escola. Passando depois para os livros da biblioteca municipal da cidade. Sempre tentando encontrar livros do meu gosto (terror/suspense), que acabava quase nunca encontrando. Foi quando conheci a escrita de Stephen King, com O Iluminado. Mas sempre, por essa escassez de terror, me debandei para a autora Agatha Christie, que me surpreendeu com seus romances de assassinatos misteriosos. Por isso, decidi eu mesmo, criar algo que me atraía.

3. Como foi o processo de pesquisa para a criação do livro?Ao começar a escrever, você se inspira em alguma obra, filme ou pessoa?

Rodolpho P.Wraider: Bom... pesquisa não teve nenhuma... foi tudo da minha cabeça mesmo, não houve necessidade de buscar conhecimento de algo. Talvez, para não dizer que não fiz pesquisa alguma... apenas fui atrás de saber sobre um determinado demônio.
E como quase escrevo na pergunta acima, de number dois (rs)... obtive muito mais inspiração quando consegui satisfazer a minha ânsia por terror e suspense, com os filmes. Ao ver as atividades sobrenaturais e as situações de terror, obtenho muito mais detalhes de como descrever a cena.

4. Sabemos que no Brasil é um pouco complicado lançar um livro. Como foi esse processo pra você? Quais etapas seguiu? O que você sentiu ao ver seu livro impresso?

Rodolpho P.Wraider: Devo crer que como todo autor(a), quando acaba de finalizar a sua obra, tem sempre em mente a maldita sensação de que a sua obra vai ser barrada por praticamente todas as editoras. Eu pelo menos, pensei isso, mas nunca deixei esse pensamento evoluir, fincando o pé no chão, repetindo como um mantra para acalmar. Sendo que esse muro que criava, a maioria das vezes era posto abaixo, pelo fato de ter sempre em vista de leitura, o saber de que as obras estrangeiras eram mais priorizadas, AINDA MAIS, as do gênero que tinha mais atração. Nunca tinha lido um terror brasileiro, pois não tinha descoberto os que hoje encontrei, e que ainda não li (rs).

Foi então que, depois de ter enviado para a BN (Biblioteca Nacional) do Rio de Janeiro, descobri, agora não me recordo onde, o site Mesa do Editor (http://www.mesadoeditor.com.br/). Uma ótima opção para quem não tem como gastar “$” com trocentas cópias e destiná-las às editoras certas que publicam a sua obra. Cadastrei o livro no site, investi o valor anual e aguardei um chamado que espantosamente veio em uma semana!... Tenho que confessar que quase desanimei, pois só depois de um mês (+ ou -) o pessoal da editora me respondeu, perguntando se ainda estava interessado na publicação. E ai, foi a minha vez de fazê-los esperar em conseqüência da grana.

Depois disso, com o envio do arquivo do livro, o contrato assinado e logo depois a primeira prova do livro para revisar, me senti extremamente realizado. Minha história ali, impressa em livro.


5. Se você conseguiu ter seu livro publicado. Como foi ver o primeiro exemplar impresso, saber que ele iria chegar ao público?

 Rodolpho P.Wraider: Um sonho conquistado. Quando comecei a escrever o livro, sempre quis tê-lo nas livrarias. Divertir as pessoas com o que escrevo. Divertir as pessoas que curtem o terror sobrenatural. Queria passar o sentimento de medo. Colocar entre os dez dedos, uma história que trouxesse o temor. Fazer com que o leitor tivesse receio de ir dormir. Querendo sempre ler mais, porque... o indivíduo que busca um livro desse tipo, obviamente (digo isso, por ser assim o meu modo de ver e sentir) quer se assustar e gostar. E também porque... quis e quero ser como o famoso Stephen King. Chegar ao topo como mestre do horror (#DesejandoDemais rs). E alcançando esse “destino”, conquistar mais alguns desejos meus que poderá envolver a todos.

6. Você acredita que os brasileiros estão se interessando mais por nossos novos autores, ou que ainda existe certo preconceito literário por parte do leitor?

 Rodolpho P.Wraider: Posso ser direto?... Não que exista PRECONCEITO, mas sim uma PREFERÊNCIA. Sinceramente, eu vejo falarem mais de obras estrangeiras que dos nossos próprios.
 
7. Para você, qual a importância da literatura e do hábito de ler?
Rodolpho P.Wraider: É um meio de nos expressarmos e levarmos cultura aos olhos do mundo. A leitura expande o quadro mental, assim como o seu vocabulário e lhe trás uma carga gigantesca de conhecimento.

8.Conte pra gente um pouquinho dos seus planos futuros na área literária.
Rodolpho P.Wraider: Tenho a intenção de prolongar e muito as minhas criações. Possuo em minha cabeça e também anotado, se não me engano, umas 10 histórias para criar, sendo que uma delas é uma série, que na verdade já está muito bem iniciada. Esta série contará com cinco ou seis volumes, sobre bruxos, sendo toda ela, voltada para o terror sobrenatural. E logo após esta, pretendo elaborar um livro apocalíptico, com conteúdo mais “religioso”, envolvendo demônios, exorcismo, talvez seres celestiais e bruxas também.

9. Você está trabalhando em algum novo projeto no momento? Se sim, conte um pouquinho sobre ele.
Rodolpho P.Wraider: Claro que estou (rs). Prosseguindo com o 2º e último volume do livro LEIA-ME. Nele, com a ajuda de uma bruxa - e irmã de um falecido personagem do primeiro volume -, as personagens partirão para o inferno para encerrar a maldição do livro. Elas enfrentarão as forças dos espíritos demoníacos existentes no livro cara-a-cara, só que agora, em seus próprios ambientes.



Um breve bate-papo:

Quando escrevo:
Divirto-me com a mente.
O que me inspira:
Filmes.
No meu tempo livre:
Leio, leio, leio e escrevo... mas dou uma parada quando surge algo mais interessante (rs).
Não saio de casa sem:
Roupa?! (rs).
Estou lendo:
O Pacto (Joe Hill).
Meu livro de cabeceira é:
Não tenho =(
Sou fã de: Comida ->
Strudel; Doce -> Chocolate (oh, que novidade!).
Não gosto de:
Pressão, ou que me apressem; e se meterem nos meus gostos, ou idéias.
Meu maior sonho é :
Eu tenho os MEUS MAIORES SONHOS -> Fazer com que meus pais não mais precisem trabalhar; comprar uma casa nova (de campo, preferencialmente), onde eu possa abrigar todos os animais abandonados que eu encontrar e/ou estiverem sendo mal-tratados, ou erguer um abrigo adequado e cheio de conforto para eles; construir uma livraria, ou biblioteca; e fazer doações para quem precisa.
Não viveria sem:
Minha família, incluindo a nossa cadelinha e obviamente os livros e o meu computador (rs).
Estou a procura de:
Uma parceira que me complete (rs).
Um livro nacional que eu li e gostei:
Seria 2 especiais -> A Batalha do Apocalipse (Eduardo Spohr) e Segunda Dose (Kelvim Vargas Inácio).
Meu personagem preferido é :
Hercule Poirot (Agatha Christie), por ele ser muitíssimo esperto e inteligente.
Quer deixar alguma mensagem aos leitores do blog?
Algo bem óbvio. Leiam bastante. E dêem chance aos livros nacionais. E para os que gostam de terror, não percam a oportunidade de ler este livro LEIA-ME. Mesmo que dentro dele haja um aviso sobre a curiosidade, tenham-na, pois esta obra guarda muita coisa boa e bons terrores (rs).
Twitter do autor: @pominiwraider 
Twitter do livro: @livroLEIA_ME

3 comentários:

  1. Gostei da Entrevista! Sucesso para o Autor.
    Beijos :g

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  2. Obrigado pela entrevista Angel Killer!

    Esta postagem ficou ótima!

    Só devo informar que agora, sobre a resposta da última pergunta (9), que não mais estou preparando a continuação do livro LEIA-ME, mas algo melhor. Seria na verdade o livro Apocalíptico que mencionei na 8ª pergunta. rs

    É só.

    Sucesso com o blog!

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  3. ➩Anelise: Que bom que gostou! Muito Sucesso ao Autor mesmo ;)

    ➩V P.Wraider: Eu que agradeço a você pela entrevista, por ter arrumado um tempinho e respondido ela querido. Ah e Obrigada pela nova Informação ;)

    Obrigada pelo Comentários Queridas.
    Beijos ٩(-̮̮̃•̃)۶

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