quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Entrevista Escritores: Márson Alquati

Nome: MÁRSON ALQUATI
Cidade/Estado:
SÃO JOSÉ DO OURO – RS

Um livro:
ETHERNYT _ A GUERRA DOS ANJOS
Um autor:
TOLKIEN

Uma música:
EDUARDO E MÔNICA
Uma banda:
LEGIÃO URBANA

Um filme:
O SENHOR DOS ANÉIS
Um ator:
SEAN CONNERY
Uma atriz:
NICOLE KIDMAN
Defeito:
PERFECCIONISMO EM TUDO O QUE FAZ
Qualidade:
PERFECCIONISMO EM TUDO O QUE FAZ

Uma frase:
OS VERDADEIROS ANALFABETOS NÃO SÃO AQUELES QUE NUNCA APRENDERAM A LER E SIM OS QUE APRENDERAM E NÃO LÊEM [MÁRIO QUINTANA].


Mini Biografia: Gaúcho natural de Caxias do Sul, atualmente reside em São José do Ouro, onde atua como Técnico do Tesouro do Estado do RS e, nas horas vagas, se diverte escrevendo histórias de literatura fantástica.



LIVROS ESCRITOS: romances da “TRILOGIA ETHERNYT”: “A GUERRA DOS ANJOS” [Giz/2009], “SOB O DOMÍNIO DAS SOMBRAS” [Giz/2010] e “O DESTINO DOS ESCOLHIDOS” [Giz/2011], Organizador da coletânea cultural: “A IMPORTÂNCIA DA LEITURA” [Clube de Autores/2010], Co-autor nas antologias: “POE 200 ANOS” [All’Print/2009], “ZUMBIS, QUEM DISSE QUE ELES ESTÃO MORTOS?” [All’Print/2010], “ÁSGARD _ A SAGA DOS NOVE REINOS” [JAMBÔ/2011] E “FORMATURAS MACABRAS” [LITERATA/2011] e Prefaciador da antologia: “OLYMPUS – HISTÓRIAS DA MITOLOGIA” [Literata/2011]





Um Pouco mais Sobre "Márson Alquati"

1. Quando e como você resolveu que queria se tornar escritor? Você teve o apoio de alguém em especial?
Márson Alquati:
Desde que me conheço por gente e aprendi a ler, sou um amante das palavras e leio tudo o que vejo pela frente: jornais, revistas, quadrinhos, livros e até mesmo placas de propaganda (risos). Por isso, tenho o costume de dizer que não existe um bom autor que não seja antes um bom leitor. Mas voltando à pergunta, nunca achei que um dia conseguiria escrever algo, até que passei em um concurso público e fui lotado a 300 km de onde morava na época, sendo obrigado a encarar seis horas de viagem em um ônibus caindo os pedaços toda a semana para ir e mais seis para voltar. E foi para passar o tempo durante essas penosas viagens, que comecei a rabiscar algumas idéias numa agenda. As idéias foram fluindo e acabaram se transformando no esqueleto dos livros da Trilogia Ethernyt. Então, posso dizer que o acaso foi quem descobriu a minha veia de escritor...

2. Como surgiu a ideia de escrever um livro?

 Márson Alquati: Creio que ela surgiu do meu amor pelos livros, afinal quem gosta de ler, na maioria dos casos também acaba por escrever algo.

3. Como foi o processo de pesquisa para a criação do livro?Ao começar a escrever, você se inspira em alguma obra, filme ou pessoa?

Márson Alquati: Tudo em Ethernyt foi amplamente pesquisado, para você ter uma ideia, levei mais de um ano só pesquisando para então começar a ordenar o fruto dessas pesquisas no papel. A inspiração veio de tudo o que já li ou assisti, pois além de ser um amante inveterado dos livros, também adoro cinema. Procurei captar todos os elementos de que mais gostei nos livros e filmes e inseri-los na trama da minha história, da mesma forma que tive o cuidado de excluir tudo o que não me agradava. Mas o fiz, cuidando ao máximo para não incorrer em plágio ou nos clichês comuns, buscando sempre a originalidade e a quebra de paradigmas.
4. Sabemos que no Brasil é um pouco complicado lançar um livro. Como foi esse processo pra você? Quais etapas seguiu? O que você sentiu ao ver seu livro impresso?
Márson Alquati: Infelizmente, o escritor nacional precisa travar uma verdadeira batalha para ver a sua obra publicada. Os maiores empecilhos são a discriminação e o menosprezo sofridos pelos autores nacionais em relação aos estrangeiros, principalmente para os que, como eu, escrevem literatura fantástica. O fato de ser uma trilogia, embora as histórias dos livros sejam independentes entre si, também não colaborou e tive de esperar mais de um ano até receber a aprovação de uma editora. E tive sorte, pois a Giz (uma das editoras nacionais que mais aposta na literatura fantástica brasileira) realizou um excelente trabalho e hoje o que era apenas um sonho distante virou realidade. Já o sentimento ao ver os livros impressos pode ser comparado ao de um pai ao pegar os seus filhos no colo pela primeira vez.

5. Você conseguiu ter seus livros publicados. Como foi ver o primeiro exemplar impresso, saber que ele iria chegar ao público?

 Márson Alquati:Como eu respondi na pergunta anterior, o sentimento ao ver os livros impressos pode ser comparado ao de um pai ao pegar os seus filhos no colo pela primeira vez.

6. Você acredita que os brasileiros estão se interessando mais por nossos novos autores, ou que ainda existe certo preconceito literário por parte do leitor?
Márson Alquati: Acredito que sim, embora a discriminação em relação aos autores e obras nacionais continue existindo, cada vez mais as pessoas estão acordando para o fato de que nós temos aqui no nosso país autores e obras tão bons quanto, e em alguns casos até melhores, do que o que nos chega através do mercado estrangeiro.

7. Para você, qual a importância da literatura e do hábito de ler? 
Márson Alquati: A literatura é, e sempre foi, a base cultural de toda e qualquer sociedade. Além de nos proporcionar momentos agradabilíssimos e muita aventura, a literatura fantástica, por exemplo, agrega um inestimável valor cultural aos nossos conhecimentos pré-existentes, sem contar as inúmeras mensagens e lições embutidas em suas maravilhosas histórias.

8.Conte pra gente um pouquinho dos seus planos futuros na área literária.

 Márson Alquati: Sim. Tenho vários projetos para o futuro. Agora que o terceiro livro da série Ethernyt já está concluído e fase final de edição, eu estou escrevendo um drama de cunho escatológico e tenho prontos os esqueletos para uma série de sete volumes baseada nos deuses da antiguidade.

9.Qual sua dica para quem quer seguir a carreira de escritor?
Márson Alquati: A primeira dica é ler muito, principalmente obras de autores nacionais do gênero a que o pretenso escritor deseja investir, pois não existe escritor que não seja antes um bom leitor. A segunda é jamais desistir, mesmo que a luta diária seja árdua e difícil. A terceira é escrever uma história original e única, que desperte a curiosidade do leitor, que seja polêmica e que quebre os paradigmas tradicionais, inovando os velhos conceitos. Fugir do plágio e dos clichês comuns e estar sempre aberto às opiniões e dicas dos mais experientes no assunto.


CONTATOS DO AUTOR:

Site Oficial: www.ethernyt.com.br
E-mail: marsonalquati@hotmail.com

2 comentários:

  1. Como sempre uma ótima entrevista! Beijos :g

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  2. *Anelise: Obrigada, e sucesso ao autor!

    Beijos ٩(●̮̮̃•̃)۶

    ResponderExcluir


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