quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Entrevista Escritores: Nelson Magrini

Nome: Nelson Magrini.
Cidade/Estado:
São Paulo – SP.

Um livro:
Existem vários, mas cito O Apanhador de Sonhos.
Um autor:
Vários, também, mas destaco Stephen King.
Uma música:
são centenas! Para citar uma: Stargazer, do Rainbow, com Dio no vocal.
Uma banda:
Judas Priest.

Um filme:
O Poderoso Chefão I e II.
Um ator:
Al Pacino.
Uma atriz:
Milla Jovovich.
Defeito:
ser perfeccionista.
Qualidade:
ser MAIS QUE perfeccionista.

Uma frase:
Em meio a anjos e ET’s, astrólogos e médiuns, fundamentalistas religiosos e filosofias alternativas, dois mais dois continuam a ser quatro e as leis da Mecânica Quântica permanecem válidas em qualquer parte do planeta.

“Carl Sagan – O Mundo Assombrado pelos Demônios”.


Mini Biografia: Sou Engenheiro Mecânico, estudioso e pesquisador em Física, com ênfase em Mecânica Quântica e Cosmologia. Escritor, professor e consultor em Gestão Empresarial e Cadeira Logística. 


LIVROS ESCRITOS: ANJO A Face do Mal (2004 – 2ª ed 2010) e Relâmpagos de Sangue (2006), pela Editora Novo Século; do conto Isabella, na coletânea Amor Vampiro (2008 – 2ª ed 2010) e Os Guardiões do Tempo (2009), pela Giz Editorial, além de autor da minissérie, em dez partes, O Portador da Luz, e do blog NELSON MAGRINI – OFICIAL ®. http://nmagrini.blogspot.com/


Um Pouco mais Sobre "Nelson Magrini"

1. Quando e como você resolveu que queria se tornar escritor? Você teve o apoio de algu
ém em especial?  
Nelson Magrini: Antes de tudo, é um prazer estar aqui, em seu blog, Angélica, compartilhando este espaço com seus leitores. Em relação à pergunta, o quando é fácil, foi no ano 2000. Já ao como, é acho mais sutil. Na realidade, não resolvi ser escritor. Tudo começou quando, nessa época, o tipo de consultoria que eu ministrava (consultoria de negócios) andava em baixa, e eu queria algo alternativo para investir meu tempo ocioso. Apenas me propunha alguns detalhes: não deveria ter nada a ver com aquilo que eu fazia e teria de ser algo que eu não só gostasse, mas principalmente, soubesse fazer, ou seja, não queria algo onde teria de aprender.

Depois de muito pensar, por vários dias, me deu um estalo, tipo, eu sabia que sabia escrever. E foi assim. No dia seguinte, rabisquei algumas coisas, defini personagens e passei a escrever meu primeiro romance. Aliás, nunca me passou pela cabeça escrever contos; parti de cara para um livro.

Quanto a apoio, não sei se esse seria o termo, mas cheguei a conhecer pessoalmente o André Vianco, no período em que ele trabalhava na Novo Século, ele mesmo havia publicado há poucos meses, e nos tornamos grandes amigos. Nesse sentido, ele me incentivou muito, e mais de uma vez me disse que eu só não publicaria se parasse de escrever. No mais, como com qualquer um naquela época, foi uma batalha solitária.


2. Como surgiu a ideia de escrever um livro?
 
Nelson Magrini:Parece-me que já respondi acima, então, podemos eliminar esta pergunta, concorda?

3. Como foi o processo de pesquisa para a criação do livro? Ao começar a escrever, você se inspira em alguma obra, filme ou pessoa?
 
Nelson Magrini:Começando pelo fim: minha inspiração se dá a qualquer hora, em qualquer lugar e, normalmente, tudo começa com uma cena em minha mente. Tal cena pode ser decorrente de algum livro que li, ou filme que assisti, ou mesmo, independente de qualquer coisa. Sobre tal cenas, ou cenas, vem a idéia da trama, muitas vezes seguidas de outras cenas, correlacionadas ou não. Em cima disso, rabisco alguns lembretes e deixo arquivado para uso futuro. Quando resolvo desenvolver a trama, normalmente tenho de começar a escrever para a história evoluir, ou seja, minha criatividade precisa trabalhar para se desenvolver.

Não costumo usar roteiros previamente desenvolvidos, no máximo lembretes para as próximas sequências. É como se a trama tivesse que caminhar para eu mesmo descobrir para onde ela se dirige. Mais de uma vez, alguns leitores me disseram que meu processo criativo é assustador, como se ele tivesse vontade própria. É... he he, se começar a pensar nisso, deve ser assustador, mesmo!

Em termos de pesquisa, ela se dá na medida do necessário, seja para verossimilhança do enredo, seja por explorar personagens folclóricos ou paisagens e fatos reais. Contudo, no geral, gosto de inventar a maioria daquilo que uso, sejam características de personagens sobrenaturais a cidades. Em meus romances, de modo geral, gosto de trabalhar com cidades fictícias.


4. Sabemos que no Brasil é um pouco complicado lançar um livro. Como foi esse processo pra você? Quais etapas seguiu? O que você sentiu ao ver seu livro impresso? 

Nelson Magrini: Como comentei, uma verdadeira batalha, os eternos envios e as eternas cartinhas / e-mails de recusa, nada diferente das etapas pelas quais já passou qualquer um, ainda mais no início dos anos 2000.

Obviamente desiludido com tudo isso, um dia descobri Os Sete, que trazia um autor escrevendo exatamente o estilo que eu escrevia e gostava. Tempos depois, reencontrei o livro, agora publicado por uma editora chamada Novo Século. Logicamente, liguei para eles, consegui falar com o dono, o Luiz Vasconcelos, e expus que tinha um livro assim e tal, e ele me disse para levar até ele. Claro que fui de imediato, mas quem me recebeu foi outra pessoa, um rapaz que avaliava originais. Conversamos um bocado de tempo e, quando já não tinha mais nada para falar sobre meu livro, passei a contar como descobrira a editora, através do livro Os Sete, e de como o livro era bom, etc. Lá pelas tantas, o rapaz que avaliava os originais se revelou como sendo o autor. Foi assim que conheci o Vianco. Curiosamente, tempos depois o André saiu da editora e se dedicou exclusivamente a escrever, enquanto eu tive meus dois primeiros livros recusados. Contudo, alguns meses depois, já com o terceiro livro pronto, ANJO A Face do Mal, fui convidado a participar da primeira leva da coleção Novos Talentos da Literatura Brasileira, e o resto já é História. De lá para cá, nunca mais deixei de escrever.

Em relação a ver o primeiro livro impresso, é indescritível. Simplesmente, é ver algo que nasceu de um sonho, uma idéia, concretizado. É mais ainda, é ver todo o esforço recompensado e as batalhas vencidas. Contudo, ainda assim, isso não é o fim; é o começo. Muito mais difícil que publicar, é tornar seu romance e seu próprio nome conhecido do público, conquistar leitores e público fiel. Na realidade, a batalha nunca finda.


5. Se você conseguiu ter seu livro publicado. Como foi ver o primeiro exemplar impresso, saber que ele iria chegar ao público?
 
Nelson Magrini:Penso que esta pergunta está embutida na 4 e pode ser eliminada.

6. Você acredita que os brasileiros estão se interessando mais por nossos novos autores, ou que ainda existe certo preconceito literário por parte do leitor? 

Nelson Magrini: A resposta a esta questão é ambos. Hoje, é claríssimo que há um interesse muito grande por novos autores brasileiros, em Literatura Fantástica, além de muitos que já conquistaram um lugar de destaque, com público cativo.

Entretanto, infelizmente, ainda impera preconceito dentre um grande número de leitores, principalmente pela dificuldade que o autor nacional enfrenta em ter meios para expor seu trabalho. Basicamente, o marketing é boca a boca, pessoas que descobriram tais livros ou autores, gostaram, e passam a divulgar os trabalhos. Nesse sentido, as redes sociais são imprescindíveis para os autores, bem como o trabalho, cada vez mais amplo e destacado, dos blogs, pessoais ou não. Atualmente, salvo poucos autores que chegaram a um patamar de vendas e reconhecimento bastante amplo, qualquer outro depende dessas divulgações e multiplicações para chegar a um número de leitores cada vez maior. Cada vez mais, cresce uma sinergia entre autores, blogs e leitores. Para mim, a proximidade com meus leitores é vital. Eu quero saber o que eles pensam, o que acharam de meus livros e personagens e, principalmente, o que esperam que venha pela frente, afinal, antes de ser um escritor, sou e sempre fui um leitor voraz, então, certamente conversamos a mesma língua. Penso que boa parte de meu sucesso se deve a isso.


7. Para você, qual a importância da literatura e do hábito de ler?
 
Nelson Magrini:Muito já foi dito a este respeito e não pretendo ser repetitivo. Mas de um modo geral, a leitura desenvolve a imaginação, o senso crítico, traz conhecimento, diversão, instrução e um sem número de outras coisas. Eu não consigo me ver ser ler, como não consigo ver alguém, que não tenha tal hábito, ser crítico em relação à vida. Como entender o mundo à volta sem conhecimento? Pois leitura é muito mais que diversão ou conhecimento técnico. É um exercício fascinante para o cérebro e que o mantém vivo e lúcido por muitos anos. É um verdadeiro alimento para a mente.

8. Você está trabalhando em algum novo projeto no momento? Se sim, conte um pouquinho sobre ele.
 
Nelson Magrini:No final de junho, finalizei meu novo livro, a sequência de ANJO A Face do Mal, agora centrado no personagem Lucas, seis meses depois dos acontecimentos abordados no livro anterior. Desta feita, Lucas irá cruzar com um tipo de anjo que ninguém, em hipótese nenhuma, gostaria de encontrar.

Então, no momento, estou preste a iniciar meu novo trabalho. Desta feita, atendendo a muitos pedidos dos leitores, vou escrever uma nova trama para Lúcifer, o personagem centrar de ANJO A Face do Mal, contracenando com outra de minhas personagens mais carismática, Isabella, a vampira de Amor Vampiro.

Ainda não tenho maiores detalhes sobre a trama, pois estou trabalhando exatamente nisso, mas posso adiantar que minha intenção é escrever um livro mais denso e sombrio, talvez resgatando o clima de suspense e medo de Relâmpagos de Sangue. Se bem que, quanto a isso, só saberei assim que começar a escrever. Como acontece quando começo a escrever um livro, sempre me vem em mente a pergunta: para onde, desta vez, a história me levará? A resposta, como sempre, só saberei quand

Mais uma vez, agradeço a Angélica pela oportunidade de estar aqui presente e a vocês, que acompanha o blog, obrigado.




CONTATOS DO AUTOR 

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