quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Entrevista Escritores: Eric Musashi

Nome: Eric Musashi
Cidade/Estado:
Campo Grande/MS

Um livro:
Duna (Frank Herbert)
Um autor:
James Clavell
Uma música:
Carry On (Angra)
Uma banda:
Legião Urbana
Um filme:
Quem quer ser um milionário
Um ator:
Kevin Spacey
Uma atriz:
Charlize Theron
Defeito:
Impaciência
Qualidade:
Perfeccionismo

Uma frase:
"O que fazemos na vida ecoa na eternidade." (Gladiador)
 
Mini Biografia:Nascido em Campo Grande-MS em 10-10-1985, Eric Musashi é autor e pesquisador, atualmente concluindo a sua graduação em Direito pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Dedica-se à criação do universo de suas obras desde 2003, com a publicação da primeira delas, a dualogia Os Herdeiros dos Titãs, em 2011.


LIVROS ESCRITOS:Os Herdeiros dos Titãs (2004)

1. De Lutas e Ideais (publicado em 2011)
2. A Mão do Destino


A Montanha dos Titãs (2009-10)

1. O Jatitano
2. De Sangue e Natureza
3. Além da Verdade

Linara (2005-07)

O Trono do Dragão (2007-2009)
1. O Conto
2. O Relato

Antologia dos Titãs (2010-2011)
(ebook, publicado em 2011 por Bookess e Amazon)

Um Pouco mais Sobre "Eric Musashi"


1. Quando e como você resolveu que queria se tornar escritor? Você teve o apoio de alguém em especial?
Eric Musashi
: As coisas aconteceram naturalmente. Eu narrava num grupo de RPG na adolescência, e logo os enredos foram melhorando até que escrevi um fanfic baseado no jogo. Daí já havia a vontade de criar algo, um enredo próprio.
Muitas pessoas me ajudaram, como minha esposa, que revisa, mas destaco minha mãe, desde o começo me orientando e divulgando.


2. Como surgiu a ideia de escrever um livro?
Eric Musashi: Quando um amigo me mostrou livros esotéricos - que, na verdade, não gostei -, bastou que eu visse alguns textos sobre Atlântida para que uma certa Rainha Imortal se transformasse no enredo de Os Herdeiros dos Titãs.
Ao longo dos últimos 7 anos, aprofundei e ampliei tanto esse universo, com nações, costumes e história, que cada livro é um mini-universo.


3. Como foi o processo de pesquisa para a criação do livro?Ao começar a escrever, você se inspira em alguma obra, filme ou pessoa?

Eric Musashi: A pesquisa foi crucial, e foi muito influente em Herdeiros o Japão feudal do épico Musashi, de Eiji Yoshikawa. Contudo, meu universo é pincelado por diversas outras influências, tanto que um resenhista do Sobre Livros se julgou não nerd o suficiente para desconstruir o cenário.
Quanto aos personagens e ao jeito de escrever, é tudo natural, e não faço com o objetivo específico de me basear no que li ou assisti. Claro que isso deve acontecer, mas é um mar de influências no qual nem é possível identificar o que veio de onde.
Muita coisa é de mim, mesmo - pensamentos, angústias e atitudes de personagens. Mas uma amiga de trinta anos elogiou como construí as mulheres do livro, e isso, com certeza, vem de observação. Posso dizer, sem receio, que sou um ótimo observador, um "leitor" de pessoas.


4. Sabemos que no Brasil é um pouco complicado lançar um livro. Como foi esse processo pra você? Quais etapas seguiu? O que você sentiu ao ver seu livro impresso?
 
Eric Musashi: Complicadíssimo, realmente. Eu não tinha dinheiro para publicar, e é muito difícil para um autor desconhecido que uma editora o banque. Elas liam o livro (que era uma versão ainda "verde" do material que foi publicado), elogiavam e me enviavam contratos para que eu assinasse. Mas como eu pagaria?
Em 2010, tentei publicar pela Draco, que é sem ônus para o autor, mas o Erick, da editora, me disse que eu precisaria esperar, pois estava preparando um livro sobre um cenário no mesmo estilo. Aquilo doeu em mim, e eu percebi que precisaria publicar por minhas próprias forças. Meu livro fora concluído em 2004, e não seria justo que alguém trouxesse algo semelhante em 2011, antes de mim.
De um contato de 2009 com a Giostri, retomei as conversas, e o Alex, editor, melhorou o papel, o formato (passou para 16 x 23) e ainda diminuiu 25% do preço. Tudo pela confiança no potencial do livro. Assim, fiz um empréstimo em folha e parcelei em 5 vezes 40% do valor, em cheques pré-datados.
Ver o livro impresso foi maravilhoso. Houve deslizes (sobretudo alguns espaçamentos omitidos, algo já corrigido para as próximas tiragens), mas a capa é linda, uma obra de arte, e a edição também. O livro, em si, não é amadurecido como meus outros (inclusive o volume 2, que concluirá a saga), é um ponto de partida, e ser elogiado quanto a construção de personagens, enredo e (principalmente) cenário por resenhistas de portais famosos é um motivo de orgulho para mim.


5. Se você conseguiu ter seu livro publicado. Como foi ver o primeiro exemplar impresso, saber que ele iria chegar ao público?
 
Eric Musashi: Bem, de início foi fantástico, mas depois teve fim o conto de fadas. Ainda que o livro esteja publicado, ele não está nas prateleiras das livrarias (exceto por algumas em São Paulo e Campo Grande), e demorou para o Submarino começar a vendê-lo por pronta entrega.
Na verdade, sou apenas um nome em um mar de autores, e idem para Os Herdeiros dos Titãs em meio a tantas obras. É assim até que se prove o contrário, e é a realidade. A solução é investir, e venho fazendo o que posso.
Estarei na Bienal do Rio (tarde de autógrafos em 04/09), na de Recife (02/10) e serei um autor penetra na Fantasticon, em São Paulo. Ando pesquisando eventos e promovendo o livro e o blogue em promoções, via twitter, o que eu puder. O autor, no Brasil, deve ser um misto de revisor, criador de conceitos e profissional do marketing.
É triste, mas é a realidade.


6. Você acredita que os brasileiros estão se interessando mais por nossos novos autores, ou que ainda existe certo preconceito literário por parte do leitor?

Eric Musashi: Ainda há um preconceito. Foi interessante observar blogs gentilmente anunciando o livro, e pessoas comentando "não me interessei", ou "estou cansado de ouvir falar em titãs", demonstrando claramente que nem leram a sinopse.
Mais tarde, é curioso ver resenhas criticando as mudanças de ponto de vista. Fosse um autor estrangeiro de um livro que repercute, o que foi julgado "erro" se tornaria "estilo" (e, no fundo, foi intencional). E outras resenhas reclamando de alguns fatos que consideraram irrelevantes para a trama, sendo que os mesmos resenhistas se derramavam em elogios para Guerra dos Tronos, um livro repleto de fatos corriqueiros. Isso é uma característica, que pode se tornar qualidade ou defeito de acordo com o leitor. Mas é notável uma certa má vontade (ou boa vontade com estrangeiros).
Não obstante, existe muita gente apoiando autores nacionais e vendo seus livros com os mesmos olhos que veem os estrangeiros. Há também um interesse, lá fora, na literatura fantástica brasileira. Muita coisa está mudando, e isso enche de esperança e ânimo.


7. Para você, qual a importância da literatura e do hábito de ler?
 
Eric Musashi: É um hábito imprescindível para o desenvolvimento como indivíduo e ser social. Minha eposa elogia minha memória, e até reconheço o papel da genética, mas sempre digo para ela que lia desde pequeno. Gibis, livros infantis, calhamaços cheios de descrições (como ando lendo ultimamente), não importa. Você deve ler o que se adequa à sua idade, gosto e momento, mas deve ler.
Claro que há outros hábitos tão saudáveis quanto ler, e não julgo que algo deve ficar em segundo plano. Exercitar-se, ter vida social, trabalhar, manter um foco. Muita coisa é insubstituível, e a leitura é uma delas.


8.Conte pra gente um pouquinho dos seus planos futuros na área literária.
 
Eric Musashi: Publicar toda aquela lista de livros, rs.
Bem, espero que até o fim do ano saia o volume 2 de Os Herdeiros dos Titãs, A Mão do Destino, o que concluirá a estória e viabilizará o box. Embora tenha escrito livros que se passam em outras terras após Herdeiros, a ideia é publicar em seguida a trilogia A Montanha dos Titãs, que manterá o padrão de capas e edição, e se passa em Grabatal, mas duas décadas mais tarde. É outra estória, de fato, e pode ser lida independentemente. Contudo, é a continuidade lógica e ideológica.
Mais tarde, publicar Linara e a dualogia O Trono do Dragão. Está tudo há tempos registrado na Biblioteca Nacional, que é uma angústia esperar a publicação!
Tenho roteiros e ambientações, planos para novelas e romances, mas é tudo muito inicial, ainda.
Fora minha cronologia, desejo trabalhar em antologias de amigos e tenho um sonho de um dia produzir uma graphic novel. Mas vai tempo até transformar meu desenho amador em algo publicável.


9. Você está trabalhando em algum novo projeto no momento? Se sim, conte um pouquinho sobre ele.

 Eric Musashi: Trabalhando, não. Tenho planos de uma ficção científica a dois, um esboço de roteiro, tudo o mais, mas ainda não iniciamos a escrita.
Entretanto, passei os últimos sete anos escrevendo, e há bastante coisa a ser publicada. Podem esperar.



Um breve bate-papo:
Quando escrevo: Quando tenho ideias e anotaçoes, um rumo a seguir, e aí sento, relaxo e digo: "Agora vamos escrever!"
O que me inspira: A vida, de um modo geral. Pessoas, a diversidade, todo o universo do humano.
No meu tempo livre: Depende. Descanso, leio, assisto TV (futebol, principalmente), vou beber com os amigos, cuido do meu filho...
Não saio de casa sem: Meu pendrive.
Estou lendo: Espada Ancestral, de Marcelo Augusto Claro. Sou um leitor beta do livro.
Meu livro de cabeceira é: Tao te Ching, de Lao Tsé.
Sou fã de: Filosofia.
Não gosto de: Cumprir horário.
Meu maior sonho é: Que meu nome esteja entre os maiores escritores do século XXI.
Não viveria sem: O questionamento.
Estou a procura de: Ver meus livros publicados.
Um livro nacional que eu li e gostei: Espada Ancestral.
Meu personagem preferido é: Paul Atreides (Duna)
Quer deixar alguma mensagem aos leitores do blog? Obrigado pela paciência de lerem minha entrevista até o fim. Que seja agradável e marcante a leitura de Os Herdeiros dos Titãs e dos livros que virão. E não se esqueçam do que disse Maximus: "O que fazemos na vida ecoa na eternidade."

CONTATOS DO AUTOR
Blog: www.osherdeirosdostitas.blogspot.com
Twitter: @ericmusashi
E-mail: ericmusashi@gmail.com

4 comentários:

  1. Gostei da entrevista, o autor parece ser muito simpatico e querido! Beijos

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  2. ✔Anelise: Que bom que gostou da entrevista meu amore! O Eric é um amor de pessoa, um querido. Adorei entrevistar ele e espero que mais pessoas curtam a entrevista! =D

    Obrigada pelo Comentário
    BeIjInHoS ٩(•̮̮̃•̃)۶

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  3. Obrigado pelos elogios, garotas. Espero que a leitura seja (tenha sido) marcante para vocês.

    Feliz 2012!

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  4. Muito legal a entrevista. É muito bom conhecer um pouco mais de quem cria e dá vida aos personagens e livros que lemos, é conhecer a origem.
    Foi bom, também saber o que esta por vim, e que alias são vários livros, ótimas noticias.
    Parabéns, pela escolha das perguntas da resenha.

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