domingo, 10 de fevereiro de 2013

Crítica sobre: Substâncias Perigosas {Livro}



"Talvez a literatura se esconda,tímida, sob uma aparência inocente. Talvez assim nos apanhe desprevenidos, portanto vulneráveis. Presas fáceis.
Dai o terror.
Nenhum leitor sabe se chegara ao fim de um livro:talvez o veneno o precipite pelo caminho... "


Deixei este livro para ser uma das ultimas leituras que tinha pendente da editora por dois motivos, estava muito em duvida se ele era bom ou não, e como tinha lido dois livros mais para pesquisa, do que literatura estava receosa com o livro, mas como é bom começar um livro sem esperar nada dele digo isso, pois o livro mais que me surpreendeu, já no primeiro capitulo eu falei: "Esse livro parece ser muito bom!".

A Capa está belíssima!! A arte gráfica do livro tanto em relação a capa, e interior está de um capricho que si só, sabe aquele livro que você compraria com os olhos, esse seria um deles. O Livro é dividido em 100 capítulos, todos breves sem ser extensos, cada capitulo trás um tema novo ou continua falando mais um pouco sobre o outro tema! Os capítulos são separados, em cada capitulo tem uma ilustração que para mim parece ser um "olho", a diagramação está caprichada, as letras são medianas, folhas amarelas.

Quem gosta de 'literatura' vai gostar deste livro, ele trás abordagens teóricas (sita Aristóteles), com opiniões que vão do irônico ao engraçado! Posso estar errada a respeito, mas no decorrer da leitura, não teve como não lembrar de duas das matérias que tive na faculdade, (Teoria da Literatura e Linguística), que conforme avançava com a leitura ficava lembrando de certos pontos e tentando relacionar!

Alguns dos livros que foram citados ao decorrer da leitura: Édipo Rei, Crime e Castigo, Zaratustra, Principio, Dispersão, A confissão de Lúcio, Céu e fogo, História do suicídio, Os Sofrimentos do jovem Werther, Sua paixão e sofrimento, Ilíada, Viajem ao fim da noite, e claro que o livro cita mais obras, mas não vou por todas aqui. E aalguns dos autores citados no livro são: Baudelaire, Schopenhauer, Rimbaud, Nietzsche, Ésquilo, Sófocles, Eurípedes, Aristóteles, Dotoiévski, Calderón, Daniel Pennac, Mario Sá-Carneiro, David Mourão-Ferreira, Georges Minois,Werther, Edgar Allan Poe, Oscar Wilde e como já disse acima, o livro cita muito mais autores, não citei todos caso contrario minha resenha ia de ficar citando os autores e obras!

Dentre os autores citados um dos que mais foi retratado do livro (até certo momento) é Sá-Carneiro, e sim eu estava gostando do livro até o autor só falar e retomar este autor o que pra mim não chamou atenção e nem agradou, penso que por não conhecer nada a respeito do autor, então quem conhece ele já peço desculpas pelo inconveniente!

A leitura, flui bem, sento de fácil entendimento e rápida! É claro que ele nos deixa em alguns momentos pensativa, e sim muito curiosa, que foi o que aconteceu comigo, pois eu li o livro na frente do Pc, sempre que algo nele chamava muito atenção eu ia pesquisar no google, isso ocorreu por causa dos autores e livros citados, que na maioria não conhecia! (que feio isso dona angélica)

Penso que está mais que lucido na minha resenha (opinião) que você deve sim ler "Substancias perigosas", mesmo tendo momentos de amor e ódio em relação ao livro, não posso deixar de dizer que foi uma boa leitura e que recomendo sim!.

Não posso deixar de falar sobre o final do livro, o autor dispõe a nós leitores que coloquemos no papel os nossos venenos literários. Então é a pergunta que eu vos deixou, qual a sua substância perigosa?


Quantas patinhas a livro mereceu:



Autor: Pedro Eiras
Páginas: 215
Editora: Casa da Palavra

Sinopse: Alguns livros convidam a matar. Outros, ao suicídio. Outros ainda, mais sutis, limitam-se a relativizar a morte - meio caminho para morrer. Todos são substâncias perigosas, como os medicamentos. Só deveriam poder ser comprados com receita médica ou atestado de robustez intelectual. "Todos os livros são perigosos", decreta Pedro Eiras e é através dos próprios livros que o autor busca comprovar sua instigante tese, convocando os grandes nomes da história da literatura. Suicídios reais, como os provocados pela leitura de 'Os Sofrimentos do Jovem Werther' de Goethe; castigos ficcionais, dados àqueles que entraram em contato com livros proibidos, como imaginou Umberto Eco em 'O Nome da Rosa'. Aqui, a morte é lembrada ainda em suas outras múltiplas faces presentes nas obras de Camus, Bataille, Freud, Sêneca, Saramago, Sade, De Quincey. Com um estilo entre a crônica e o ensaio, entrelaçado com humor, inteligência e provocação, Pedro Eiras cria nessas cem lições um jogo de luzes, sombras e plena aventura. Mas, neste livro, ao mesmo tempo em que expõe as armadilhas das boas obras, Eiras explica que nos mesmos livros está a salvação. Cabe a cada leitor descobrir sua própria posologia.

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