domingo, 28 de julho de 2013

Resenha: Liberta-me

Autor: Tahereh Mafi
Páginas: 448
Editora: Novo Conceito

Sinopse: Liberta-me é o segundo livro da trilogia de Tahereh Mafi. Se no primeiro, Estilhaça-me, importava garantir a sobrevivência e fugir das atrocidades do Restabelecimento, em Liberta-me é possível sentir toda a sensibilidade e tristeza que emanam do coração da heroína, Juliette. Abandonada à própria sorte, impossibilitada de tocar qualquer ser humano, Juliette vai procurar entender os movimentos de seu coração, a maneira como seus sentimentos se confundem e até onde ela pode realmente ir para ter o controle de sua própria vida. Uma metáfora para a vida de jovens de todas as idades que também enfrentam uma espécie de distopia moderna, em que dúvidas e medos caminham lado a lado com a esperança, o desejo e o amor. A bela escrita de Tahereh Mafi está de volta ainda mais vigorosa e extasiante.

Minha opinião sobre o livro:

Considero essencial a leitura do conto Destrua-me, antes da leitura de Liberta-me. Ele funciona como um prologo para continuação da estória de Juliette. Liberta-me é o segundo volume ta Trilogia Estilhaça-me.

Não achei a capa tão ruim como a maioria dos comentário. Ela não é nem feia nem bonita. Gosto muito do trabalho da Editora, com os livros e entendo o porque de Liberta-me ter saindo não como nós fãs esperávamos.
[...]"Raiva sincera e quente. É tudo o que sei agora. É a unia coisa que sei sentir e nada, nada pode me convencer a mudar isso. O mundo parece tão preto e branco daqui, tão difícil de destruir e conquistar. Essa raiva não se parece com nada que eu tenha sentido antes. É uma raiva tão crua, tão potente que, na verdade, acalma, como um sentimento que enfim encontrou seu lugar, um sentimento que enfim senta-se confortavelmente conforme se instala em meus ossos."[...]
Desta vez Liberta-me não teve kit, como no primeiro livro. O Trabalho interno "A diagramação" continua seguindo o padrão do primeiro livro. Os capítulos são separados e em cada novo capitulo têm a ilustração de "estilhaços", as folhas são amarelas e letras tamanho 12, fonte times. Ao total são 73 capitulos.


Os personagens são bem construídos, cativantes e envolventes, mesmo que você fique com raiva de alguns é impossível não gostar de todos! No primeiro volume "Estilhaça-me" tinha gostado mais de Adam que Warner , mas depois de Destrua-me, não sei se meu coração tem lugar para Adam. Me apaixonei por Warner a partir deste momento, e Liberta-me só veio para fixar esse sentimento.

Adam o mocinho é o homem que toda mulher deseja, é impossível não se apaixonar por ele. Neste livro é como se o lado bom dele foi passado para Warner e o lado mal de Warner para Adam. Senti um abandono da autora com o personagem. "Mafi não abandone Adam, ele ainda têm muito para doar a estória!" Já sobre nossa protagonista Juliette ainda a considero perturbada, confusa, indecisa demais e chorona demais, o que deixou em muitos momentos com raiva de suas atitudes. Outro personagem que tenho que citar é o irmão de Adam, que menino mais fofinho, continuo adorando James!

 Mas não posso deixar de falar de um personagem que me conquistou na mesma proporção que Warner, que foi Kenji. Mesmo com os nossos sentimentos adquiridos por mim nesse livro, fico incerta em relação qual é meu favorito, pois Mafi fez com que Kenji conseguisse roubar um pedacinho do meu coração também. O vilão do livro continua sendo um dos personagens mais construídos, agora juntamente com Kenji, que veio para surpreender. 
[...]"Nos dias mais escuros, você tem de procurar um ponto de luz; nos dias mais frios, você tem de procurar um ponto de calor; nos dias mais desoladores, você tem de manter os olhos para frente e para cima e, nos dias mais tristes, você tem de deixá-los abertos para permitir que chorem. Para, então, permitir que sequem. Para dar a eles uma chance de lavar a dor,para verem com frescor e clareza mais uma vez."[...]
Aquele ar de X-mem que senti presente no primeiro livro ainda segue neste livro. Diferente do primeiro em que não deixava de comparar os personagens com poderes especiais aos de X-mem, em Liberta-me não tive esse pensamento em mente. Em Liberta-me me desliguei de qualquer pensamento que remetesse aos heróis da Marvel e me foquei somente na lado psicológico muito bem abordado no decorrer do livro.

A autora consegui prender a atenção do leitor do começo ao final do livro. E que reviravolta, esse livro deixou na estória. Termino ele com um buraco no peito, e a necessidade incensante pela continuação. Liberta-me veio não para libertar os leitores, mas para deixa-los em uma angustia à espera da finalização deste romance.
"A verdade - diz ele - é uma dolorosa lembrança de por que eu prefiro viver entre as mentiras [...]
[...]todo mundo tem uma história triste, ninguém está aqui de férias"

AVALIAÇÃO
 

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