quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Resenha: Fifty Shades Freed {livro}


 Texto pobre + personagens pobres = uma leitura miserável


Autora: E. L. James
Páginas: 579
Editora: The Writer's Coffee Shop
SINOPSE ORIGINAL: When unworldly student Ana Steele first encountered the driven, damaged young entrepreneur Christian Grey, it sparked a sensual affair that changed both their lives irrevocably. Shocked, intrigued, and ultimately repelled by Christian’s singular sexual tastes, Ana demanded a deeper commitment; determined to keep her, Christian agreed. Now, together, they have more—love, passion, intimacy, wealth, and a world of infinite possibilities. But Ana always knew that loving her Fifty Shades would not be easy and being together poses challenges neither of them ever anticipated. Ana must somehow learn to share Christian’s opulent lifestyle without sacrificing her own integrity, identity, or independence; Christian must somehow overcome his compulsion to control and lay to rest the horrors that blighted his past and haunt his present. Just when it seems that together their love can conquer any obstacle, tragedy, malice and fate combine to make Ana’s worst nightmares come true. Alone and desperate, she must face down the poisoned legacy of Christian’s past. Seductive, shocking, sad, and funny, Fifty Shades Freed is the compelling final volume in the Fifty Shades trilogy.



  A  insegura Anastasia Steele agora é Anastasia Grey. Agora é casada e rica, e faz questão de nos lembrar disso fingindo que nunca vai se acostumar a cada capítulo. Ana e Christian são jovens, lindos e apaixonados e tem o mundo a ganhar, mas ameaças a Christian vão tirar o sexo sono do casal, especialmente da  sra. Grey, cuja vida gira em torno do marido e de sua preocupação com ele.


   Avaliação: 

   É tão bom. Digo, é tão bom saber que eu terminei essa trilogia e nunca mais vou ser obrigada a aguentar esses personagens.
  Li algumas resenhas e vi algumas pessoas dizendo que a Ana amadureceu e gostaria de saber em que aspecto. O amadurecimento da personagem é tão descaradamente fingido pela autora que tudo o que eu fiz durante a leitura foi agradecer imensamente por não ter nada a ver com ela e estar longe de querer algo comum à dita cuja.
   Fifty Shades Freed tem uma trama tão cansativa e pobre. A história não é dramática e é dramática ao mesmo tempo. E o que eu quero dizer com isso? Não há drama algum mas tudo é motivo pra ficar desesperado. Tudo o que a sem sal da Ana faz durante o livro (todo) é se preocupar se seu maridinho megalomaníaco vai ficar bravo com alguma coisa que ela fez. Desde tomar sol até sair pra beber com a melhor amiga.
  Sem contar as cenas de sexo, são tantas que me sinto desvirginada só de ler. É muito cansativo! 
  Tem também a Ana se fazendo de "Oh, nunca vou me acostumar a ter tanto dinheiro e não ter que trabalhar de verdade na vida...". A melhor parte disso envolve um Audi como presente durante uma época que podia ser explorada como realmente conturbada na vida da Anastasia. Mas enfim... argh!


  Eu tinha tanto pra xingar falar aqui, mas nunca seria o suficiente pra demonstrar o meu desprezo. Lembro que quando li Fifty Shades of Grey eu não "desgostei" tanto, mas ao ver que a história não apresenta nada de novo nos outros livros fiquei irritada. Inclusive tenho até um artigo (AQUI) pra indicá-los, que diz todas as verdades possíveis sobre essa obra machista mascarada de "sonho de toda mulher".
  Muito triste, quase desesperador, saber que tem gente sendo introduzida no mundo da leitura através disso e que chama esse manual de "tudo o que não quero ser" de romance.
  Vamos ler coisa boa minha gente!


 PS: Queria ter contado quantos "Holy fuck" a Anastasia diz, preenchem 90% desse livro.


    Resenha anterior: Fifty Shades Darker


2 comentários:

  1. Nossa. Eu li a trilogia apenas em português. Mas caramba! Fiquei sem palavras, porque eu gostei muito dos livros, e o terceiro foi o que eu mais gostei.
    Acredito que ninguém escolhe de quem vai gostar. A lei da atração é engraçada. As vezes o cara pode ser feio e você gosta, pode ser milionário e você gosta, e as vezes pode ser um Cristhian Grey da vida e as pessoas não gostam. É muito relativo.

    Mas tentando ser imparcial e realmente entrando na leitura sem deixar o meu ego falar por mim (difícil mas vou tentar). O que eu consigo entender é que Ana e o Sr. Grey realmente tem aquela química muito forte, é amor, do jeito deles mas é amor. Só que ambos vem de mundos diferentes, com culturas diferentes, e quando juntam, isso tudo choca. O emocional fica muito ligado. Cristhian nunca teve controle de nada na sua infância, desde os problemas com a mãe, até a relação com a Sra. Pedófila. E depois de grande vejá só, ele quer controlar tudo e a todos. É um modo de compensação.
    Ana por um lado, o ama, mas se ela quiser ficar com ele, tem que fazer algumas concessões. Da mesma forma que no correr da trama, ele também faz muitas concessões.

    São duas pessoas, aos trancos e barrancos, crescendo e amadurecendo, aprendendo uma com as outras, e o que motiva a isso é o amor-atração que eles sentem. E o sexo se faz presente, tem pessoas que crescem com experiências na família, outras no trabalho e tem gente que cresce com experiências de relações afetivas e sexo, porque não?

    Em um ponto concordo contigo, tem umas cenas de sexo (por ter tantas) que se torna meio cansativo. Cheguei a ler o artigo que você postou e novamente é tudo muito relativo. Vai depender do ponto de vista de cada pessoa. O autor generalizou geral. A começar pela Anastasia, 21 anos, virgem (em 2011).. e ai? Conheço muitas pessoas mesmo, com 27 anos e virgens. Se trata de escolha. Só porque a maioria da sociedade faz, não quer dizer que todos sejam obrigados a fazer e só porque ela está fora do padrão da sociedade ela se torna uma exceção irreal? rsrsrs

    Bom é isso! Posso indicar como uma leitura melhor: Desejo à meia noite - Lisa Kleypas. É um romance histórico onde não há esse monte de frustrações, perturbações, e o sexo não é forçado. Acho que no livro todo, descreve apenas 3 cenas (não é o foco). Tbm não tem milionários donos de empresas.

    http://estante-dos-sonhos.blogspot.com.br/

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  2. Quanto a gostar da história também acredito que seja questão de opinião (que da maioria das pessoas que lê bastante é contrária). O meu maior problema com o livro é a narrativa boba, que pode ser escrita por uma criança de 7 anos (exceto pelo assunto, claro) e que se vende como um grande romance. O livro é construído com um clichê sobre o outro, a começar pelos personagens pobres de "vida", com personalidades incondizentes. Ex: qual o problema da Ana ser virgem aos 21? Nenhum. Eu tenho 20 e também sou. Mas a garota lê clássicos (essa E. L. James teve a coragem de citar Austen e irmãs Brontë) e é tida como relativamente inteligente. É bonita, tem amigos e nunca SE INTERESSOU por ninguém? Nunca sentiu vontade de fazer sexo na vida? O mínimo que eu deduzo é que ela tenha problemas mentais e a autora esqueceu de mencionar. Já Christian não tem nada de romântico. Ele é controlador, frio e de algum modo, tem um comportamento extremamente infantil em grande parte dos 3 livros. A relação deles não pode ser amor simplesmente por uma razão: não houve tempo de eles se apaixonarem até o momento em que a autora decidiu que isso havia acontecido. Como assim, conhece o cara e uma semana depois ele é o amor da sua vida? Isso não existe! E é por ler esse tipo de coisa que as meninas acham que existem e vão se dando pro primeiro bonitinho que aparece e as ilude.
    Isso é um verdadeiro guia de como não conduzir sua vida amorosa (e profissional, e pessoal, e em qualquer aspecto) e principalmente: de que tipo de livro se deve evitar. Se "50 Tons de Cinza" é um dos livros favoritos de alguém que você conhece, lhe dê uma dica: leia mais!

    Falando sobre romances eróticos, já que você me indicou um (e obrigada), tenho dois pra indicar: "A Little Scandal" ( http://angelandherbooks.blogspot.com.br/2012/06/resenha-ingles-5-little-scandal.html ) e "Muito Mais que uma Princesa" (da Laura Lee Gurhke), que são bonitinhos, divertidos e não fingem ser nenhuma obra visionária.

    Obrigada pela visita Lúcia, volte sempre!

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