sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Resenha: Noites Italianas {Livro}


   
Amar homens é difícil. 
Nesse mesmo hemisfério, no mesmo país, ela conheceu muitos homens...

  O livro Noites Italianas, da autora Kate Holden, trás um pouco de suas experiencias/vivencias, deixando nós leitores não só a par de uma parte do que foi/é seu mundo, mas fazendo que que nos reaprendemos, ou descobrimos o nosso eu, deixando no caminho para entendermos nosso eu. Kate Holden nasceu em Melbourne, em 1972. Formou-se em Estudos Clássicos e Literatura na Universidade de Melbourne e já lavou pratos, foi modelo de cabelo e trabalhou em uma livraria antes de se viciar em heroína e, um pouco mais tarde, tornar-se profissional do sexo. Depois de seu primeiro livro de memórias, conseguiu iniciar uma nova carreira. Hoje ela é colunista do jornal Saturday Age, em que fala sobre as preocupações, as fantasias e os dilemas das mulheres. Noites Italianas, é o segundo título/livro aqui publicado pela editora Nc, da autora o primeiro foi Na minha pele.
  Sobre o trabalho editorial tenho algumas ressalvas, para fazer, como a capa, que como a narrativa, não tinha achado grandes coisas,  pela net, mas assim que peguei em minhas mão a opinião mudou totalmente. Essa é uma daquelas capas que não se parece tão bela quanto é. Com a ilustração sensual sem ser vulgar d e uma mulher na capa, lembrando a quadros, e cores belas o que complementa só para fazer com que goste mais ainda da capa. em relação a miolo do livro, para minha surpresa não há capítulos no livro, eles são dividido em partes, e seguidos de narrações com separações de tempo. Ao total são sete parte sendo elas: Parte 1, Jack; Parte 2, Guido; Parte 3, Massino; Parte 4, Rufus; Parte 5, Gabriele; Parte 6, Donatella; Parte 7, Kate; e por ultimo os agradecimentos e um trechinho do outro livro dela aqui publicado pela mesma editora, Na minha pele. A diagramação interna não está cheia detalhes, mas conténs alguns que deixam o livro mais belo, como em cada abertuda onde se encontra a divisão das pates, contém ali um marcador/ilustração de um ramo com um trevo/folha, essa ilustração também fará parte n decorrer do livro quando houver passagem de tempo, ou narração. Ainda na folha onde está escrito parte um... há sempre alguma citação abaixo, como: (2013, Pg.135) "Vá para Roma: ao mesmo tempo, verá o paraíso, o túmulo, a cidade e a selva..."
  Há no livro vários termos em Italiano, e não há nenhuma nota de rodapé que explique o porque, ou o que signifique tal palavra. Senti falta destas nossas, mas não posso deixar de ressaltar que mesmo sem elas não tive dificuldade com o texto.
  Não conhecia a autora, e nem tinha conhecimento da sua carreira tanto como autora ou como prostituta. Noites Italianas foi um livro que fiquei entre o escolho ou não escolho para ler, li a chamada "As mulheres não falam com ela; acham que vai roubar seus namorados... E vai!", e a sinopse e acabei ficando com uma pulguinha atrás da orelhas, mas ainda não tinha ficado tão afim da leitura. E preciso confessar que foi apenas essas as informações que me fizeram pedir o livro, então quando peguei o livro para ler além de surpresa, pela ótima construção da história, fiquei surpresa por saber que o livro é baseado em fatos reais, da própria autora. Sim eu sou bistonta, pois na capa tem a chamada onde fala que o livro é construído a partir de uma história real, pontos para minha patetice e desatenção.
  Preciso dividir com vocês, alguns pontos que deixam o livro interessante, são as viajens que Kate faz, e onde ela mora. Tenho muita vontade/sonho de viajar e conhecer muitos lugares históricos, e quando me depara nos livros, sinto como se fosse eu a protagonista passeando pelos lugares. Como já dito acima em outras palavras, Noites Italianas, trata-se de uma autobiografia. Em volto ao mundo da prostituição ficamos um pouco a par das estórias de Kate. Um pouco da sua estória fez-me lembrar de Florbela Espanca, no sentido de estar procurando pelo seu eu, de estar tentando se encontrar, da sua procura demasiada em descobrir quem é.
  Em relação a narrativa da autora e a construção dos personagens ressalto que, a autora consegue escrever de uma forma gostosinha, simples de fácil entendimento, assim ocasionando numa leitura rápida Em relação a construção dos seus personagens, gostei de como a autora fez o caminho e entrelaçou-os. Eles estão bem elaborados, gostei de todos, e não cheguei a odiar nenhum ou amar, para mim eles ficaram no mesmo patamar, de bons personagens, mas que não arrebentaram ou me desestabilizaram, mas como já dito foram mesmo assim bons e bem construídos. Há passagens na narrativa que fazem o leitor ficar pensando, refletindo, ou aquelas que marcam, seja por surpresa, por não esperar como: (2013, Pg. 32) “E também há o respeito. Acredito que existem dois tipos de respeito: aquele que te faz abrir caminho, sabe? Que te faz abrir uma brecha para alguém, por respeito às diferenças. E também há o tipo de respeito no qual você respeita alguém o suficiente, a força que a pessoa tem, e dá uma chance, dá credito para que ela possa se defender. E talvez você tire algo disso, ou não. Mas respeito, por si mesmo, e depois pelos outros. Acredito que o respeito é a coisa mais importante.” 
  Devido alguns pontos aqui e ali no decorrer da narrativa da autora, o livro perdeu alguns pontinhos, mas nada que seja agravante para não curtir a história, pelo contrario, o livro não é um cinco estrelas, mas quase chegou lá. Noites Italianas, me conquistou e me fez surpresa no decorrer das folhas viradas, um livro que não esperava e não dava nada por ele, veio e derrubou as portas, do pré conceito que tive com ele no começo.  Este é um daqueles livros, curtos, e que surpreende qualquer leitor. Noites Italianas, veio para surpreender-me, esse foi um livro que não dava nada por ele, e acabei mordendo a língua. Então se você como eu não espera nada do livro, de uma chance, pois acredito que também conseguirá se surpreender com ele!


Título: Noites Italianas - As mulheres não falam com ela; acham que vai roubar seus namorados... E vai!
Autora: Kate Holden

Sinopse: Quando Kate decidiu abandonar seu passado, em Melbourne, e começar uma jornada para dentro de si mesma, foi para um país reconhecidamente romântico. Enquanto se encantava com as ruínas de Roma e as praças de Nápoles, esperava encontrar — em ruas estrangeiras — sua verdade pessoal. Mas a peregrinação de Kate exigiu coragem. Encontrar o verdadeiro amor ou, quem sabe, perder-se para sempre de maneira a não ter mais qualquer chance de resgate foram possibilidades reais na Itália... Especialmente para alguém que estava acostumada a viver entre as vielas da escuridão. Em um romântico, mas estranho país, com muitos — alguns bem significativos — casos de amor, e mais algumas noites de sexo sem compromisso, ela vai se perguntar se é, verdadeiramente, um espírito livre, ou uma atriz que decorou tão bem o seu papel de mulher sedutora que já não consegue desvencilhar-se dele...

AVALIAÇÃO

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