quinta-feira, 17 de abril de 2014

Entrevista Escritores: Ana Paula Seixlack


Nome: Ana Paula Seixlack
Cidade/Estado: Cascavel-PR

Um livro: As Aventuras de Huckleberry Finn (Mark Twain)
Um autor: Ernest Hemingway

Uma música: Positively 4th Street (Bob Dylan)
Uma banda: The Beach Boys

Um filme: Life of Brian (Monty Python)
Um ator: Arnold Schwarzenegger. E o Jack Nicholson. E o Alain Delon (é impossível falar um só)
Uma atriz: Jessica Lange

Defeito: infantilidade
Qualidade: criatividade

Uma frase: People can’t handle the truth (as pessoas não sabem lidar com a verdade)

Mini Biografia: Ana Paula Seixlack nasceu em Cascavel – PR, em 21/11/1986. Desde cedo, já se destacava dos demais colegas por criar histórias por diversão e por gostar de “coisa veha”. O tempo passou, e ela continua escrevendo por diversão e gostando de “coisa velha”, embora, hoje, as pessoas já não estranhem mais esse fato como outrora. 

LIVROS ESCRITOS:
Don’t back down from that wave
A chuva, o parque, as flores e outras coisas
The next sunset
Cowabunga! Desventuras de um ex-surfista
Solidão na corda bamba (em parceria com Maria Anália Seixlack)

1. Quando e como você resolveu que queria se tornar escritor? Você teve o apoio de alguém em especial?
Ana: Quando eu era bem criança, com cinco anos, eu falava que queria ser escritora. E escrevia algumas histórias, só para mim, sem grandes pretensões. Quando eu quis, realmente, escrever um livro e publicar, eu já estava com dezoito anos e estudava para o vestibular. Então, na época, não tinha muito apoio para escrever, pois todos só me mandavam estudar as matérias cobradas na prova. Mas depois que eu comecei a faculdade, eu fiquei livre novamente para escrever o que quisesse. 

2. Como surgiu a ideia de escrever um livro?

Ana: Observando outros autores. Filmes sobre escritores também sempre me inspiram de algum modo. Por exemplo, ao ver Louca Obsessão (Misery), filme baseado no livro homônimo de Stephen King, me deu uma vontade “anormal” de ser escritora. Mas, claro, sem a Kathy Bates no meu pé.

3. Como surgiu o tema de Cowabunga? Como foi o processo de pesquisa para a criação do livro? Ao começar a escrever, você se inspira em alguma obra, filme ou pessoa?

Ana: O tema, ao contrário do que alguns pensam, não saiu de As Tartarugas Ninjas. Apesar de ter assistido a esse desenho algumas vezes na infância, não me lembro do famigerado grito de guerra delas. Rs. O tema saiu, na verdade, de uma canção da dupla de surf music Jan & Dean. Em certo momento, eles cantam que se você errar a manobra, as pessoas vão gritar “Cuyabunga”. Na época, fui pesquisar o que era isso e descobri que era uma variante do nome “Cowabunga”, mais comumente usado, e significava o grito de guerra dos surfistas quando eles levavam um caldo da onda. Achei interessante e guardei a informação no cérebro até o dia que precisei resgatá-la. 

Eu sempre gostei muito de música dos anos sessenta e ouvia muito grupos como The Beach Boys, The Fantastic Baggys, The Hondells e Jan & Dean, que cantavam surf music/hot rod music e eu sempre quis escrever algo sobre essa temática, mas não sabia bem o quê. Descartei o tema “hot rod” uma vez que nunca vou entender o suficiente sobre carros a ponto de escrever um livro acerca disso, e foquei mais no surfe. Quando tive a ideia de escrever sobre um surfista dos anos sessenta que não surfava mais, comecei a ver vídeos sobre o esporte, filmes antigos e atuais, ler sobre o assunto e conversar e tirar algumas dúvidas com os surfistas que eu descobria pela internet. Ganhei até um dicionário de gírias do surfe californiano dos anos sessenta.

4. Sabemos que no Brasil é um pouco complicado lançar um livro. Como foi esse processo pra você? Quais etapas seguiu? O que você sentiu ao ver seu livro impresso?

Ana: Eu participei de um concurso literário da Benvirá/Saraiva com o livro Cowabunga!, e eles me ligaram depois e pediram para publicá-lo. Mas o processo de publicação foi meio demorado.

5. Como foi ver o primeiro exemplar impresso, saber que ele iria chegar ao público?

Ana: Foi interessante! Por mais que você saiba que é isso que vai acontecer quando se publica um livro, é sempre uma sensação diferente vê-lo pela primeira vez.

6. Você acredita que os brasileiros estão se interessando mais por nossos novos autores, ou que ainda existe certo preconceito literário por parte do leitor?

Ana: Acho que ainda existe, não tanto quanto outrora, porque notamos que os autores nacionais têm ganhado um espaço maior nas prateleiras dos leitores. Mas dizer que o preconceito acabou totalmente é uma inverdade. Eu, pelo menos, ainda escuto muitas pessoas dizendo que preferem autores homens ou estrangeiros, e os mais radicais preferem autores homens que sejam estrangeiros.

7. Para você, qual a importância da literatura e do hábito de ler?

Ana: Acho que a leitura é essencial na formação de uma pessoa, pois aqueles que não costumam ler muito, geralmente são meio vazios, falta conteúdo quando você os conhece direito.

8.Conte pra gente um pouquinho dos seus planos futuros na área literária. Você está trabalhando em algum novo projeto no momento? Se sim, conte um pouquinho sobre ele.

Ana: Eu escrevi um livro com a minha irmã, chama-se Solidão na corda bamba e sairá em maio. É sobre uma jovem violinista que sofre bullying no colégio. Mas a história não é um drama, na verdade é até bem engraçada. E também estou escrevendo um romance com um amigo da Suíça, sobre uma aventura nos Alpes Suíços. Ainda estamos na metade. O livro se chamará Follow the wind.

9. No decorrer da leitura, percebi que você procurou conhecer bem a época em que você queria retratar no caso anos 60. Como foi o processo de pesquisa?

Ana: Sou fã dessa década desde os meus onze, doze anos, por influência de minha mãe. E, com o passar dos anos, passei a pesquisar bastante sobre livros, filmes, músicas, moda e hábitos dessa época. Para Cowabunga!, eu apenas continuei meu processo de pesquisa. Ele nunca se acaba totalmente.

10. Você se espelhou em alguém para criar Zimbo? Como foi o processo criativo do personagem?

Ana: Na verdade, eu criei o Zimbo do zero. Nunca conheci alguém como ele para me inspirar, mas sempre quis escrever sobre um personagem da idade dele, que tivesse vivido algo incrível durante os anos sessenta. E a partir daí, o Zimbo foi “nascendo”. Fisicamente, eu sempre o imaginei do jeito que ele foi descrito, mas as características psicológicas foram aparecendo aos poucos no decorrer da história.

11. Com o passar da história somos recheados de termos técnicos e linguagem dos surfistas. Minha curiosidade, você surfa, ou quis conhecer o mundo do surfe através da sua história?

Ana: Eu não surfo, mas gostaria muito. Pode-se dizer que o Zimbo me inspirou a querer aprender a surfar ou, ao menos, a morar perto da praia e desfilar com uma prancha por lá todos os dias...

Um breve bate-papo:

Quando escrevo: eu paro de parágrafo em parágrafo para ouvir alguma música.
O que me inspira: música, filmes, idiomas, sotaques e pessoas interessantes.
No meu tempo livre: gosto de ver filmes, séries, teatro, ouvir música, internet, fazer vídeos, comer, aprender francês, andar de patins, de bike...
Não saio de casa sem: as chaves! No mais, quase sempre saio sem dinheiro, documento, celular...
Estou lendo: Deixe a neve cair (John Green/Maureen Johnson/Lauren Myracle)
Meu livro de cabeceira é: geralmente, é o livro que estou lendo no momento.
Sou fã de: cinema e chocolate.
Não gosto de: injustiça.
Meu maior sonho é: não posso contar. Ainda. Poderia até dizer outro no lugar, mas não seria o maior...
Não viveria sem: água
Um livro nacional que eu li e gostei: Memórias Póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis)
Meu personagem preferido é: estou em dúvida entre o Observador de Fringe e o Castiel de Supernatural.
Quer deixar alguma mensagem aos leitores do blog? Parafinem suas pranchas e se preparem para surfar pelas ondas de Cowabunga! 

Contatos da autora

4 comentários:

  1. Muito legal a entrevista! É bom conhecer mais sobre os caminhos de um escritor.
    Tudo de bom para você, Ana Paula! :)
    Vou procurar pelos seus livros...
    Bjs, Lu
    http://resenhasdalu.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eu gosto de fazer essas entrevistas, ainda mais depois de ler o livro do autor, me deixa mais empolgada a conhecer mais um pouco sobre o autor e sobre a construção do livro.

      Valeu por passar por aqui! Abraços ;*

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  2. Adorei a entrevista. Ficou mto show!!! A autora é muito interessante. Amei!

    Cowabunga é meu livro favorito e recomendo a todos...

    foge do senso comum, surpreende e diverte.
    Bjsss

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    Respostas
    1. Que bom que curtiu a entrevista!! Você também leu Cowabunga ;) é bom quando nos deparamos com boas surpresas como foi o livro e narrativa da Ana né.

      Abraços ;*

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