segunda-feira, 7 de abril de 2014

Resenha: Simplesmente Martha {Filme}

  Gostinho de quero mais.

SPOILER ALERT - ATENÇÃO! Este post conta uma ou mais partes do filme.



Título original: Bella Martha
Gênero: Drama
Direção: Sandra Nettelbeck
Ano: 2001
País de Origem: Alemanha, Itália
Elenco: Martina Gedeck, Maxime Foerste, Sergio Castellitto, Sybille Canonica, Diego Ribbon, Katja Studt, Katrin Hansmeier, August Ziner, Oliver Broumis, Antonio Wannek  ... 


  Martha é uma chef de cozinha que não possui vida social (ou vida alguma) além do trabalho. Seus dias se resumem a cozinhar. Ela se vê em uma reviravolta quando perde a irmã num acidente e passa a ter de cuidar da sobrinha Lina.

  
  De cara já temos uma primeira imagem de Martha com seu psicanalista. E ela está lhe falando de suas receitas. Percebemos logo aí uma grande workaholic, que fala do trabalho até onde deveria fugir dele.    
   Martha é uma moça, aparentemente, fria. É perfeccionista e vive através de suas receitas - as quais muito famosas.
  Quando sua irmã morre inesperadamente num acidente de carro, ela se encontra numa situação nada agradável, pois agora terá de cuidar da sobrinha de 8 anos, Lina. 
  Lina não se comunica muito com a tia, não aceita sua ajuda e pior, não come nada que esta prepara.
  Ao mesmo tempo em que precisa lidar com essa sua nova posição de "mãe" - para a qual ela não tem dom - a dona do restaurante onde trabalha contrata um chefe assistente para ajudá-la, o italiano Mário.

   Mário é o contrário de Martha em tudo: extrovertido, exala felicidade e (para a irritação da protagonista) canta com os funcionários enquanto cozinham.



  É claro que eles não se dão bem. Martha se sente ameaçada pelo novo e amado-por-todos chef.
 As coisas começam a mudar quando ela passa a levar a pequena Lina para o trabalho, já que Mário se torna, subitamente, sua salvação: ele, além de divertir a menina, consegue fazê-la comer.




  A partir daí, quando Lina se afeiçoa a Mário, Martha percebe que ele pode não ser tão "ruim" quanto parece. Ela vai perdendo aos poucos a pose mandona e intimidadora perto dele.
  Elas convidam Mário para jantar. Aliás, Lina convida. E proíbe a tia de cozinhar pois ela e Mário farão um "banquete" especial para Martha.
  A sequência de cenas no apartamento lembra, pela primeira vez no filme, uma família. Mas isso dura pouco, já que em seguida o pai de Lina - a quem Martha tentava contatar desde o começo - aparece para (finalmente) buscá-la e levá-la para a Itália com ele. Percebemos a relutância de Martha em deixar a garota ir. O que até agora era esperado pelas duas, não é uma situação bem-vinda.

  Essa é a gota d'água para Martha perceber que precisa urgentemente de uma mudança em sua vida. Precisa dar uma chance ao amor e à sua carreira. Ela se demite e, com a ajuda de Mário, vai até a Itália "requisitar" a sobrinha de volta (numa cena linda onde a menina vem correndo e se joga nos braços da tia quando a vê).

  O filme tem uma atmosfera bem carregada e pouca trilha sonora, o que combina totalmente com sua personagem principal. É muito diferente do remake americano de Scott Hicks, Sem Reservas (que para mim, provavelmente a única pessoa no mundo, é melhor ♥). 

   







  Ao contrário do que a maioria das pessoas diz, achei Bella Martha (no original), menos focado nos alimentos em si (o que não me incomodou).
  Ainda assim é indispensável para quem quer imergir no mundo da Gastronomia e, é claro, apreciar um filme delicioso.



    

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